A Sextante Editora chama-lhe "exceção". Em plena pandemia, reeditar um livro não é coisa pouca. Mas Rubem Fonseca, o autor brasileiro - Prémio Camões em 2003 - que morreu dia 15 de abril, vítima de um enfarte do miocárdio, justifica o risco.
"O Doente Molière" é um livro sobre a morte do dramaturgo do século XVII. Rubem Fonseca escolhe para narrador um marquês anónimo, amigo do dramaturgo francês. O escritor parte do caso real que é a morte de Jean-Baptiste Poquelin - mais conhecido como Molière. Morreu dia 17 de fevereiro de 1673, poucas horas depois de assistir, no Palais Royal, à representação de uma das suas peças, "O doente imaginário". Reeditado 18 depois da primeira edição em Portugal, o livro de Rubem Fonseca parte desse ponto.
Rubem Fonseca nasceu em Minas Gerais, no Brasil, dia 11 de maio de 1925. Além do Prémio Camões, em 2003, recebeu o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, em 2015. Na vasta carreira literária venceu, ainda, seis prémios Jabuti.

