Cultura

"Tenho sobrevivido das minhas poupanças". Setor da organização de eventos pede apoios urgentes ao Governo

Rita Rogado

Rita Rogado

Jornalista

Filipe Ferreira

Filipe Ferreira

Repórter de Imagem

Associação Portuguesa de Técnicos para Eventos, criada durante a pandemia, alerta para casos de fome entre os freelancers do setor. Segundo um inquérito, 56% das 170 empresas da associação, já não têm como pagar o salário aos funcionários.

Mais de 700 técnicos e empresários do setor da organização de eventos manifestaram-se esta terça-feira à noite no Terreiro do Paço, em Lisboa.

O manifesto foi organizado pela Associação Portuguesa de Técnicos para Eventos, composta por 170 empresas, que pediram ao governo apoios ao setor, devastado pela pandemia.

Como protesto, foram projetadas imagens de espaços vazios nos últimos meses e palavras como "apoio", "trabalho" e "honra" nas fachadas dos edifícios.

Além disso, trouxeram para a Praça do Comércio centenas de malas de porão, um dos equipamentos utilizados na organização de eventos.

Susana, freelancer, contou à SIC Notícias que tinha trabalho agendado até novembro, antes da pandemia. Desde o final de fevereiro que não tem qualquer trabalho. "Tenho sobrevivido das minhas poupanças", lamentou.

A Associação Portuguesa de Técnicos para Eventos avança que há casos de fome entre os freelancers, contratados pontualmente para eventos.

O Presidente defendeu, em entrevista à SIC Notícias, que as pedidas de apoio à retoma da atividade não são adequadas ao setor,

Os empresários vão ser recebidos esta quarta-feira pelo Secretário de Estado do Comércio.

No mesmo dia do manifesto, o Governo anunciou que tem uma proposta de orientações para o funcionamento do setor. A secretária de Estado do Turismo garantiu ainda que a linha de crédito para os organizadores de eventos está praticamente concluída.