Cultura

De Almada para o mundo: o percurso pioneiro da cientista Elvira Fortunato na eletrónica transparente

No início, era habitual pensarem que Elvira Fortunato era a mulher do cientista, mas com o tempo o seu nome tornou-se sinónimo de distinções e sucesso.

O Prémio Pessoa 2020 foi atribuído à engenheira de materiais e investigadora Elvira Fortunato.
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Elvira Fortunato venceu o prémio Pessoa2020, uma iniciativa conjunta do Expresso e da Caixa Geral de Depósitos que distingue personalidades das Artes, Ciência ou Cultura. É mais uma distinção para a cientista, que se tem destacado na área da eletrónica transparente.

A cientista portuguesa viu além do invisível e tornou-se pioneira na eletrónica transparente e na eletrónica de papel. O trabalho de Elvira Fortunato correu o mundo, porém a cientista nunca deixou Almada – a cidade onde nasceu, cresceu, estudou e onde leciona na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Aluna de 15 valores, quis ser engenheira do Ambiente, mas não conseguiu média para entrar. Acabou por seguir engenharia física e dos materiais, aproveitando as oportunidades, mesmo as que pareciam pequenas.

Foi também na faculdade que conheceu o marido, o professor Rodrigo Martins, com quem partilha o trabalho de investigação. No início da carreira, quando se deslocavam ao estrangeiro em trabalho, era habitual pensarem era a mulher do cientista. Entretanto, o nome Elvira Fortunato tornou-se sinónimo de distinções, bolsas, patentes, sucesso. A cientista ganhou tantos prémios que já lhes perdeu a conta.

A maior parte do dinheiro foi para investir em máquinas que permitiram a investigação avançar e a cientista ver cada vez mais dentro do invisível. Os laboratórios da Universidade Nova de Lisboa são agora dos melhores do mundo, graças ao dinheiro que a cientista conseguiu trazer para Portugal.