Cultura

JFK e Anne Frank destacados em Cannes

No festival de Cinema de Canne o documentário de Oliver Stone que revisita as circunstâncias da morte de John F. Kennedy é um dos destaques esta segunda-feira. É o segundo trabalho do realizador norte americano a estrear no festival que também apresenta uma adaptação do "Diário de Anne Frank" em filme de animação.

A teoria da "Bala Única" apresentada pelo procurador Arlen Specter em 1964 é um dos pontos chave do documentário de Oliver Stone, que recorda o assassinato de John F. Kennedy e lembra os detalhes de um dos momentos mais marcantes, ainda envolto em mistério, na história americana. A estreia do filme no festival de cinema de Cannes acontece 30 anos depois do lançamento de "JFK" com Kevin Costner. Uma longa-metragem marcante na carreira do realizador que também apresentou uma série documental dedicada a Nursultan Nazarbaiev.

Depois da estreia, a série com 8 horas no total, foi alvo de vários críticos que entendem que o trabalho de Oliver Stone contribui para o culto de personalidade de Nazarbaiev, que dominou o Cazaquistão durante quase 3 décadas, mantém cargos vitalícios no país e é acusado de repressão policial contra os opositores e a imprensa.

A animação também está em destaque no festival de cinema de Canne com a estreia da interpretação de Ari Folman do Diário de Anne Frank para o cinema. Um processo que começou a ser criado há 12 anos e já passou pela elaboração de uma banda desenhada em 2017, mas desta vez a inspiração do cineasta foi influenciada pela atualidade da crise dos refugiados.

O festival de cinema de Cannes decorre até 17 de julho. Ao todo há 24 filmes na corrida pela cobiçada Palma de Ouro. De fora ficaram todas as produções de plataformas de streaming que não tiveram autorização para participar.