Cultura

Sessão de Cinema: “Barry Lyndon”

Sessão de Cinema: “Barry Lyndon”
Ryan O'Neal no papel de Barry Lyndon: memórias públicas e privadas do séc. XVIII
Talvez dos títulos menos vistos de Stanley Kubrick, “Barry Lyndon” é uma espantosa crónica, pública e privada, sobre a segunda metade do século XVIII.

O filme “2001: Odisseia no Espaço” (1968) fez com que Stanley Kubrick passasse a ser reconhecido como especialista da ficção científica. Mais tarde, “Shining” (1980) levou a que fosse apontado como mestre do terror… Na verdade, nenhum género parece ser suficiente para definir a sua imensa criatividade.

Vale a pena, por isso, ver ou rever “Barry Lyndon”, produção de 1975 adaptada do romance de William Makepeace Thackeray, sobre um nobre irlandês, na segunda metade do século XVIII, apostado em ser reconhecido como membro da aristocracia inglesa… Também aqui se pode dizer que Kubrick começa por seguir os caminhos do tradicional “drama histórico”, mas a verdade é que o seu trabalho se distingue por uma sofisticação narrativa que está longe de ser uma mera “reconstituição”.

Com Ryan O’Neal no papel central, “Barry Lyndon” é um fresco histórico marcado por muitas convulsões políticas e militares e, ao mesmo tempo, um minucioso ensaio sobre as formas de exercício do poder, sempre em íntima relação com os elementos da vida privada.

Resultante de um trabalho obsessivo sobre os comportamento e as relações sociais da época, “Barry Lyndon” arrecadou quatro Óscares, com especial destaque para a direcção fotográfica de John Alcott; ganhou ainda nas categorias de cenografia, guarda-roupa e música.

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