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"Já com saudade", Presidente da República lembra Gal Costa

"Já com saudade", Presidente da República lembra Gal Costa
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A cantora brasileira morreu esta quarta-feira aos 77 anos.

O Presidente Marcelo assinala “já com saudade” a morte, esta quarta-feira, de uma das maiores vozes da música popular brasileira, Gal Costa. A causa da morte não foi revelada, mas a cantora estava a recuperar de um procedimento cirúrgico.

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Expressando sentidos pêsames à Família e amigos, o chefe de Estado português destaca que “desde a sua participação em 1968 no álbum ‘Tropicália’, que deu nome a um movimento, e a uma época da cultura brasileira, fomos seguindo Gal Costa de perto ou à distância”.

“Com outros brilhantes baianos, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Betânia, Gal construiu uma das obras mais ricas e diversas da música popular brasileira, gravando dezenas de discos de estúdio e ao vivo, cantando Ary Barroso e Tom Jobim, colaborando com Chico Buarque e Tom Zé, entre muitos outros”, recorda Marcelo, num nota publicada no site da Presidência da República.

O Presidente refere ainda que “além de inúmeros prémios brasileiros”, Gal Costa venceu também "o Grammy Latino para o conjunto da obra".

“Em 1975, Portugal ouviu-a no genérico da novela ‘Gabriela’, que parou o País. E nunca deixámos de comprar os discos e de comparecer aos concertos, os últimos dos quais, marcados para este mês, o seu desaparecimento impediu, ficando a eterna lembrança de meio século de canções”, concluiu.

Gal Costa, Gracinha para os amigos

Nascida em 26 de setembro de 1945, na cidade de Salvador, Maria das Graças Penna Burgos, que era chamada de Gracinha pelos amigos até adotar o nome artístico Gal Costa, destacou-se ainda muito jovem pela voz de ‘cristal’ inconfundível.

Fã de João Gilberto, que conheceu no final dos anos de 1960 e que a classificou como a “maior voz do Brasil”, Gal Costa foi um dos maiores expoentes do movimento tropicalista brasileiro, ao qual também pertencem grandes símbolos da cultura musical brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia de quem se aproximou ainda na adolescência.

Com pouco mais de 20 anos, participou no álbum "Tropicália ou Panis et Circensis", um disco lançado por ela junto com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé, considerado a pedra fundamental do movimento tropicalista.

Em 1971, tornou-se a estrela de um dos espetáculos de maior repercussão da história da Música Popular Brasileira (MPB) chamado "Fa-Tal", que viraria também um dos seus discos mais importantes.

Ao lado de Caetano, Gilberto Gil e Maria Bethânia a cantora formou o grupo Doces Bárbaros, também responsável por um dos discos mais emblemáticos da Música Popular Brasileira (MPB), lançado em 1976.

Com 57 anos de carreira, a cantora brasileira interpretou sucessos inesquecíveis como as canções "Baby", "Meu nome é Gal", "Chuva de prata", "Vapor barato", " Pérola negra", "Barato total" e a "Modinha para Gabriela", que marcou a banda sonora da primeira telenovela brasileira estreada em Portugal, na RTP, em 1977.

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