Cultura

Sessão de Cinema: “O Meu Ano com Salinger”

Margaret Qualley em "O Meu Ano com Salinger": por amor dos livros
Margaret Qualley em "O Meu Ano com Salinger": por amor dos livros

Eis um filme de pequena produção e grande paixão pela literatura: são memórias de quem conviveu com o escritor J. D. Salinger.

É bem verdade que o crescimento exponencial da oferta cinematográfica vai fazendo algumas “vítimas” pelo caminho, sobretudo produções que não gozam de grandes investimentos no marketing… Que é como quem diz: há filmes que, quer nas salas, quer nos circuitos de streaming, têm dificuldade em impor-se face aos que, em todo o caso, tiveram um mais forte enquadramento promocional.

Eis um bom exemplo, disponível em streaming. Chama-se “O Meu Ano com Salinger” (2020) e o nome do título é mesmo o do lendário escritor americano J. D. Salinger (1919-2010), autor desse romance, também ele lendário, que é “A Catcher in the Rye”, publicado em 1951, disponível entre nós como “À Espera do Centeio” (ed. Relógio D’Água).

O canadiano Philippe Falardeau, argumentista e realizador, inspirou-se no relato (“My Salinger Year”) de uma personagem verídica: Joanna Rakoff, escritora que, em meados dos anos 90, com vinte e poucos anos, trabalhou numa agência literária de Nova Iorque — precisamente aquela que geria as edições de Salinger. Face à resistência do escritor a qualquer exposição pública (inclusive nos escritórios da sua agência), Joanna vai viver uma inesperada e apaixonante iniciação aos meandros da criação literária.

Duas actrizes dominante as emoções do filme, afinal pontuadas de muito humor: Margaret Qualley, no papel de Joanna, e a veterana Sigourney Weaver, interpretando a directora da agência. Através das peripécias, por vezes francamente desconcertantes, de “O Meu Ano com Salinger”, Falardeau consegue um resultado discreto, mas contagiante: a memória biográfica de Joanna é também, afinal, um belo conto moral enaltecendo o amor dos livros e da literatura.

Filmin

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