Mia, cantora e compositora deu voz às estas peças que começam a ganhar forma pelas mãos de Mark Lloyd. Através de algoritmos, o designer transforma frequências e intensidades em imagens 3D.
Fez as primeiras experiências com o som do mar. A mais recente inspiração é a voz humana. O desenho final é a interpretação que faz do que ouve. Foi a cerâmica e uma empresa de Alcobaça, o meio que encontrou para dar vida às formas.
A coleção inspirada na voz de Mia não foi a primeira. A coleção 'Mosteiro' é uma parceria com Sónia Tavares, vocalista dos The Gift e natural de Alcobaça. A voz e a presença da cantora inspiraram 11 peças únicas.
Ganham forma no computador e vida na fábrica. O processo de produção leva tempo. O que é criado no computador é depois reproduzido por uma impressora 3D. A partir do modelo faz-se o molde em gesso e depois enche-se com pasta líquida de faiança.
Leva o selo e segue para a primeira fornada que vai dar mais consistência à peça. O processo chama-se 'chacotagem', demora cerca de cinco horas e vai até aos 1050º graus. Depois segue para a fase da vidragem. É o processo que torna a peça impermeável e é quando se define a cor, e em alguns casos a textura. Fica no forno de seis a sete horas, até aos 990º graus.
O resultado final pode ser visto em exposições, como a que decorreu em setembro no Coletivo 284, em Lisboa, no site ou na fábrica da Claraval.
