A banda New Jeans, que tem dois anos, teve um sucesso explosivo na Coreia do Sul e, no ano passado, conquistou o Japão. Agora que é ouvida em todo o mundo, torna-se notícia porque uma das cantoras, Hanni, diz que o grupo é vítima de bullying praticado na indústria. Um caso que chegou ao parlamento, em Seul.
Hanni diz que as cinco artistas da banda são ignoradas ou olhadas de lado nos corredores da HYBE, a empresa mãe dos vários negócios das bandas de K-pop, onde é cultivado um ambiente ultra-competitivo e de bullying.
O caso já tinha sido denunciado pela ADOR, a empresa que gere a banda e que pertence à multimilionária editora musical HYBE. Mas foi abafado com o despedimento da CEO da ADOR, que agora aplaude as denúncias que começam a ser feitas pelos artistas.
Se tudo isto não parece razão para manchetes e parangonas, falta dizer que este caso pode ser só a ponta de um gigante iceberg. Os artistas da K-pop são pressionados a manterem um ar adolescente, a vestirem determinadas marcas, a produzirem a toda a hora conteúdos nas redes sociais e a viverem sempre em personagem.
Os elementos das bandas, femininas ou masculinas, são selecionados através de agências que recrutam os futuros ídolos ainda crianças- tudo isto tem financiamento do Estado.
Desde 2017, vários elementos de bandas K-pop cometeram suicídio ou morreram em circunstâncias difíceis de explicar. É a altura em que se começou a questionar se a indústria K-pop é, de facto, saudável.
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