Ricardo Araújo Pereira apresentou esta terça-feira um novo livro. Trata-se de um conjunto de conversas com o jornalista João Francisco Gomes sobre o sentido da vida, religião, humor e a morte.
No final dos anos 80, estava Ricardo Araújo Pereira no 8.º ano, quando um padre, professor de Religião e Moral de um colégio franciscano em Lisboa, pediu aos alunos para escreverem perguntas anónimas num papel e se comprometeu a responder a todas.
“A certa altura ele tira um papel que diz ‘o que é que eu estou aqui a fazer?’ e os meus colegas interpretaram que eu estava a fazer pouco do padre. Mas referia-me ao planeta: o que é que estou aqui a fazer no planeta. Mas eles deram uma gargalhada muito forte”, recorda.
Depois de ter estudado em escolas religiosas, Ricardo Araújo Pereira é hoje um ateu fascinado pela Bíblia e pela questão de Deus.
Foi convidado pelo jornalista João Francisco Gomes a expor a própria inquietação existencial e a debater sobre a relação entre a comédia e a religião ao longo de cinco conversas, gravadas entre dezembro do ano passado e julho deste ano.
Conversas “sobre a nossa existência, a nossa presença bizarra aqui, o acaso extraordinário que é termos sido o espermatozóide vencedor, se Deus existe ou não - em princípio não dei novidade nenhuma a ninguém porque esse debate é muito antigo”, brinca.
Com prefácio do cardeal José Tolentino Mendonça, o livro de João Francisco Gomes e Ricardo Araújo Pereira foi apresentado esta terça-feira na livraria da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.
