Os restos mortais de Eça de Queiroz vão ser trasladados para o Panteão Nacional na próxima quarta-feira. Mas antes, este fim de semana é de homenagem, a casa do escritor está aberta ao público.
A casa que serviu de inspiração para a obra "A Cidade e as Serras", o último romance de Eça de Queiroz tem as portas abertas a quem a quiser visitar.
Eça nunca viveu em Tormes mas é naquela casa que está grande parte do mobiliário e dos bens do tempo em que viveu em Paris.
Este fim de semana é de homenagem a um dos maiores nomes da literatura portuguesa, cujos restos mortais serão transladados para o Panteão Nacional esta quarta-feira.
Em janeiro de 2021, a Assembleia da República aprovou por unanimidade um projeto de resolução do PS para "conceder honras de Panteão Nacional aos restos mortais de José Maria Eça de Queiroz, em reconhecimento e homenagem pela obra literária ímpar e determinante na história da literatura portuguesa".
No entanto, a seguir, um grupo de bisnetos de Eça de Queiroz começou por apresentar uma providência cautelar para impedir a trasladação dos restos mortais do escritor para o Panteão Nacional. Este grupo de herdeiros acabou por levar esse processo até ao Supremo Tribunal Administrativo.
Dos 22 bisnetos do escritor, 13 concordaram com a trasladação para o Panteão Nacional, havendo ainda três abstenções. Também a Fundação Eça de Queiroz se manifestou favorável à trasladação.
Em 25 de janeiro de 2024, o Supremo Tribunal Administrativo (STA) rejeitou o recurso dos seis bisnetos do escritor Eça de Queiroz, que contestavam a sua trasladação para o Panteão Nacional, permitindo que a homenagem apoiada pela maioria dos descendentes se concretizasse, decisão confirmada em diferentes recursos.
Eça de Queiroz morreu em 16 de agosto de 1900 e foi sepultado em Lisboa. Em setembro de 1989, os seus restos mortais foram transportados do Cemitério do Alto de São João, na capital, para um jazigo de família, no cemitério de Santa Cruz do Douro, em Baião.
