Karla Sofía Gascon tem feito manchetes, um pouco por todo o mundo. Comentários de ódio, sobretudo ao islão, feitos pelas atriz transgénero, nas redes sociais. Não são publicações atuais, mas refletem a opinião de atriz, desconhecida do grande público até ao sucesso de "Emilia Pérez".
"Emília Perez", o filme, Já foi nomeado mais de 250 vezes e conquistou mais de 90 prémios. Em Cannes arrecadou três, cinco no European Film Festival e quatro prémios em 10 indicações para os Globos de Ouro. Conta ainda com mais de uma dezena de nomeações para os BAFTA e para os franceses César. Ao mesmo tempo lidera as nomeações para os Óscares.
A atriz espanhola rapidamente passou dos aplausos à crítica. Jacques Audiard, realizador de "Emília Perez", considera as declarações de Gascon inaceitáveis. Perante as críticas, a atriz desativou a conta no x e tem vindo a comentar o assunto noutras plataformas. Diz ter recebido ameaças de morte e já veio a público com pedidos de desculpas.
No presente, plataforma de streaming e produtora do filme Netflix decidiu afastar a atriz de campanhas promocionais e de entregas de prémios. "Emilia Pérez" conta a história do chefe de um cartel de droga mexicano que, para escapar à justiça, muda de sexo. O argumento foi criticado pelos mexicanos, que dizem não se rever no filme, e pela comunidade transgénero, da qual faz parte Karla Sofía Gascon.
Nasceu em 1972, na região de Madrid, mas foi no México que ganhou estatuto com a participação em séries e no cinema onde se estreou-se em 2013.
Karla Sofía Gascon nasceu Juan Carlos Gascon, mas em 2018 iniciou a transição de género e de identidade. É agora a primeira atriz transgénero nomeada para um Óscar.
