O Museu Guggenheim, em Bilbau, Espanha, exibe neste momento obras de Mariana Helena Vieira da Silva e a SIC foi visitar a exposição.
Puppy, a escultura de plantas criada por Jeff Koons, é o anfitrião do Guggenheim. Inaugurado há 28 anos, revitalizou o urbanismo de Bilbau.
O museu da maior cidade do País Basco, e com mais de um milhão de visitantes por ano, a maioria estrangeiros, acolhe a obra de Maria Helena Vieira da Silva, numa exposição que também conta com obras do marido, o húngaro Arpad Szenes.
As obras feitas na Segunda Guerra Mundial, durante o exílio no Rio de Janeiro, após recusa do Estado Novo em dar a nacionalidade portuguesa aos artistas, pelas origens judias de Arpad Szenes, revelam a condição de apátrida e o estado do mundo.
Em perspetivas fragmentadas, labirintos visuais e quadrados, que remetem para os azulejos portugueses, bailarinos, jogadores de cartas e xadrezistas surgem como uma metáfora da vida.
A exploração do espaço acentuou-se no pós-guerra no regresso a Paris, onde morreu em 1992. Em cidades reais e imaginárias, mas também em interiores como o estúdio-atelier. A artista que estudou piano pintava a ouvir música.
Um estilo singular, notado logo no início da carreira, com a compra de um quadro de 1936 pela primeira diretora do Museu Solomon R. Guggenheim, de Nova Iorque, agora exposto em Bilbau, na exposição que já esteve em Veneza.