Morreu esta quinta-feira o cineasta português João Canijo, avançou a CNN e a SIC confirmou junto da Midas filmes. Tinha 68 anos.
O realizador morreu perto de Vila Viçosa, no distrito de Évora, adianta a agência Lusa, que cita fonte da produtora Midas filmes. Contudo, não foi adiantada a causa da morte.
Realizador e autor, dirigiu mais de uma dezena de longas-metragens e três documentários. Foi assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Alain Tanner e Werner Schroeter.
Foi autor, entre outros, de "Sangue do Meu Sangue" (2011), "Viver Mal" (2023) e "Mal Viver" (2023), duas ficções que se interligam.
Apresentado em mais de 50 festivais internacionais de cinema, "Sangue do meu Sangue" recebeu o Prémio da Crítica Internacional, em San Sebastián, Espanha, e o Grande Prémio do Júri, em Miami, Estados Unidos. Foi apresentado em mais de 60 festivais em todo o mundo.
"Mal Viver/Viver Mal", díptico de João Caniço, chegou aos Globos de Ouro de 2024 com três nomeações e acabou por 'levar para casa' dois globos: um de Melhor Filme e uma de Melhor Atriz.
Com "Mal Viver" conquistou também o Urso de Prata no Festival de Berlim, em 2023. A longa-metragem foi candidata de Portugal a uma nomeação ao Óscar de Melhor Filme Internacional da 96.ª edição dos prémios norte-americanos de cinema.
"Mal Viver" arrecadou ainda o Prémio de Melhor Realizador no Festival de Montevideo e o Grande Prémio e o Prémio do Público no Festival de Las Palmas de Gran Canária, em Espanha. A nível nacional, na 13.ª edição dos Sophia, João Canijo recebeu o prémio de Melhor Realização e conquistou o de Melhor Filme.
João Canijo conquistou três Globos de Ouro de Melhor Filme: o primeiro em 2005, com "Noite Escura", o segundo em 2012, com "Sangue do Meu Sangue" e o terceiro em 2014 com "É o Amor".
Nasceu a 10 de dezembro de 1957, no Porto. Estava a finalizar o filme "Encenação", assim como a filmagem, há cerca de duas semanas, de uma peça de teatro.

