Para o patrão da FIFA, as soluções experimentadas - interdição dos estádios aos clubes a que pertencem os adeptos responsáveis por atitudes racistas - não são eficazes: "Não se podem fechar os recintos. É preciso tirar pontos ou despromover as equipas".
Tais punições, segundo Blatter, já foram apresentadas no ano passado num congresso da FIFA realizado nas Ilhas Maurícias, justificando-os da seguinte forma: "da primeira vez que, no contexto de uma competição, uma comissão disciplinar tiver a coragem de tirar pontos ou despromover uma equipa, termina o racismo no futebol".
Durante a inauguração de um centro desportivo na cidade de Mbankomo, Blatter disse estar farto da persistência dos atos racistas nos estádios de futebol e denunciou a eficácia das medidas aplicadas até hoje.
"Sinto-me sensibilizado pelos casos e só não estou triste porque cheguei ao ponto de estar zangado", disse o dirigente do organismo que gere o futebol à escala mundial, que admite falhas na implementação de medidas antirracistas nos estádios.
As declarações de Blatter surgem após novo episódio de racismo no campeonato espanhol, na jornada do fim de semana, quando o senegalês Pape Diop, médio do Levante, foi agredido verbalmente com imitações de macacos pelos adeptos do Atlético de Madrid, uma semana depois do caso da banana atirada a Dani Alves, do FC Barcelona.
Lusa
