O projeto começou em 2017 e tem como objetivo conseguir juntar toneladas de materiais até março deste ano.
São cerca de 30 quilos de ouro, quatro toneladas de prata e duas toneladas de bronze que os organizadores pretendem angariar. Materiais provenientes de smartphones e computadores e outros aparelhos eletrónicos velhos, estragados ou sem uso.
Até novembro de 2018, a organização conseguiu juntar 47 mil toneladas de dispositivos eletrónicos, sendo que cerca de cinco milhões de telemóveis usados tinham sido entregues a uma operadora móvel.
Alguns meses antes, em junho, foi completado o objetivo para a quantidade necessária de bronze, tendo ficado apenas a faltar 10% da meta de ouro e 15% da de prata. A recolha dos metais reciclados conta com a ajuda do público japonês, assim como de empresas e da própria indústria.
“Estimamos que as quantidades em falta para produzirmos as medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos podem ser extraídas de aparelhos que já foram doados”, afirmou a organização em comunicado.
Ainda não é conhecido o design das medalhas, que deve ser revelado apenas no final de 2019. Já nos Jogos Olímpicos no Rio, em 2016, cerca de 30% da prata e bronze que compunham as medalhas foi extraída de material reciclado.

