Desporto

Ciclista Kelly Catlin, tricampeã mundial, suicidou-se aos 23 anos

Kelly Catlin nos Jogos Pan-americanos em Ontário, em 2015

Felipe Dana / AP

O corpo de Kelly foi descoberto pela colega de quarto no dormitório que partilhavam no campus da Universidade de Stanford.

A norte-americana Kelly Catlin, medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e tricampeã mundial de perseguição, morreu na sexta-feira, aos 23 anos, informou no domingo a Federação de Ciclismo dos Estados Unidos.

"A comunidade do ciclismo dos Estados Unidos sofreu uma perda devastadora com a morte de Kelly Catlin, membro da equipa nacional", lamentou o presidente da Federação, Rob De Martini, num comunicado divulgado nas redes sociais.

Atleta cometeu suicídio

Colin Catlin, irmão de Kelly, escreveu no Facebook que a atleta se suicidou.

Kelly tinha explicado recentemente o stress em que vivia, uma vez que era estudante universitária e mantinha, ao mesmo tempo, uma carreira de alto nível no ciclismo.

Em entrevista ao VeloNews, Kelly descreveu como dividia o tempo entre a faculdade e o desporto: “Sendo estudante de licenciatura, ciclista de pista e ciclista de estrada profissional dá-me a sensação de que preciso de viajar no tempo para conseguir fazer tudo".

Num e-mail enviado também ao VeloNews no domingo de manhã, o pai, Mark Catlin, confessou que "não há um minuto que passe em que não pense nela e na vida maravilhosa que ela podia ter vivido", onde confirmava também as circunstâncias da morte da filha.

Segundo o site Cyclingnews, o corpo de Kelly foi descoberto pela colega de quarto no dormitório que partilhavam no campus da Universidade de Stanford.

Nascida no Minesota a 3 de novembro de 1995, a ciclista estudava engenharia informática na Universidade de Stanford e era uma das grandes figuras do ciclismo de pista, como demonstram os três títulos mundiais, em 2016, 2017 e 2018, e a medalha de prata que conquistou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, também em ciclismo de perseguição.

Com Lusa