Desporto

Bruno de Carvalho expulso do Sporting com 69,3% dos votos

A expulsão de associado do Sporting não é um procedimento irreversível.

O ex-presidente do Sporting Bruno do Carvalho viu este sábado confirmada a sua expulsão de sócio do clube, em Assembleia Geral, com 69,37% dos votos favoráveis à exclusão.

Numa reunião magna convocada para votar os recursos de Bruno de Carvalho e do antigo vice-presidente Alexandre Godinho, a maioria dos 5.190 sócios acreditados para votar no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, validou a decisão do Sporting.

A expulsão de associado do Sporting não é um procedimento irreversível, uma vez que os estatutos do clube de Alvalade contemplam a possibilidade de recuperar aquela condição, mediante a aprovação por maioria de dois terços, em assembleia geral convocada para esse efeito.

Os ex-dirigentes não marcaram presença nesta Assembleia Geral, convocada com apenas este ponto em votação e que teve início às 15:30.

Na reunião magna discursaram mais de 50 associados e apenas seis se mostraram a favor dos atuais corpos sociais, liderados por Frederico Varandas. Segundo fonte oficial do Sporting, o único momento de tensão dentro do Pavilhão João Rocha aconteceu quando um destes usou da palavra a favor dos órgãos sociais eleitos.

A maioria dos sócios entrou no recinto e usou do direito de voto enquanto os discursos aconteciam, sendo que cerca de 1.300 permaneceram nas bancadas do pavilhão até ao fim das intervenções.

Segundo os números oficiais, estes 5.190 sócios correspondem a um total de 20.414 votos, ou seja, mais de 30% quando comparado com a Assembleia Geral de dezembro.

Bruno de Carvalho, de 47 anos, eleito em presidente em 2013, foi destituído do cargo em Assembleia Geral, em 23 de junho de 2018, com 71,36% dos votos, e posteriormente suspenso por 12 meses, o que inviabilizou a sua candidatura às eleições de 08 de setembro, nas quais foi eleito Frederico Varandas.

Paralelamente, Bruno de Carvalho foi constituído arguido no processo de investigação judicial ao ataque à academia de Alcochete, em 15 de maio de 2018, em que foram agredidos futebolistas e técnicos, e que esteve na base da maior crise institucional do clube.

Lusa