Mário patrão, piloto de 43 anos da KTM, regressou este ano ao Rali Dakar, depois de no ano passado ter sido obrigado a desistir devido a uma lesão grave contraída após uma queda. Este ano, o Dakar mudou-se para a Arábia Saudita e ficou marcado pela morte de Paulo Gonçalves e Edwin Straver. Mário Patrão viveu de perto esses momentos e falou com a SIC sobre a prova deste ano.
Depois de ter sido forçado a abandonar o rali Dakar do ano passado devido a problemas físicos após uma queda, Mário Patrão terminou a edição deste ano em 32.º lugar.
Terminar a prova é um ponto positivo, mas para o piloto de Seia foi uma prestação aquém do esperado. O português falou com a SIC e fez o balanço da participação na prova que este ano mudou para a Arábia Saudita.

O Rali Dakar deste ano ficou marcado pela morte de dois pilotos. O português Paulo Gonçalves morreu na 7.ª etapa após uma queda. Já Edwin Straver faleceu na sequência de uma queda na 11.ª etapa.
Mário Patrão foi a primeira pessoa a chegar junto do holandês e a chamar o auxílio. À SIC, o piloto de Seia recorda esse momento e Paulo Gonçalves, o amigo de longa data que perdeu.

A morte dos dois pilotos aconteceu em troços rápidos das etapas.
Para Mário Patrão a transição do Dakar da América do Sul para a Arábia Saudita não correu da melhor forma. Os pilotos compreendem que um ano é pouco tempo para este tipo de mudanças.
O português revelou que os pilotos estavam descontentes com algumas falhas na organização, nomeadamente no mapeamento dos percursos das etapas.

A participação de Mário Patrão no Dakar do próximo ano é já um objetivo prioritário para o piloto da KTM. E, por isso, já tem participações definidas.

Mário Patrão tem 43 anos, é natural de Seia e é piloto profissional da KTM.
No currículo, soma 21 títulos de Campeão Nacional de Todo-o-terreno, seis títulos de Campeão Nacional de Enduro e oito títulos de vice-Campeão de TT e Enduro.
