Desporto

Desportivo das Aves despede-se da Primeira Liga

As equipas do Desportivo das Aves e do Moreirense fazem uma pausa para beber água durante o jogo da Primeira Liga de Futebol, disputado no estádio do Clube Desportivo das Aves, na Vila das Aves

ESTELA SILVA

Clube esteve 3 anos entre os grandes e conquistou uma Taça de Portugal.

O Desportivo das Aves ficou esta segunda-feira matematicamente despromovido à II Liga de futebol, depois de pela primeira vez ter estado durante três épocas seguidas entre os "grandes" e conquistado uma Taça de Portugal.

A derrota caseira na receção ao Moreirense, por 1-0, a 23.ª da temporada, selou o destino do lanterna-vermelha, que, com cinco jogos por disputar, apenas pode superar o Portimonense (17.º e penúltimo classificado) e igualar o Tondela (16.º).

A 'condenação' antecipada do Desportivo das Aves advém da situação de desvantagem relativamente ao Tondela, a última equipa em zona de manutenção, tanto no confronto direto [derrota em casa por 1-0 e fora por 2-0] , como num eventual desempate a três, com os algarvios.

A formação comandada por Nuno Manta Santos somou hoje o 10.º jogo sem vencer, num ciclo que conta com os empates na visita ao Famalicão (1-1) e na receção ao líder FC Porto (0-0), os únicos da temporada, num campeonato em que venceu só quatro vezes.

Dois desses triunfos foram frente ao Marítimo, que hoje, ao vencer o Benfica, por 2-0, 'condenou' à despromoção a formação de Santo Tirso, que venceu ainda Sporting de Braga e Portimonense.

O Desportivo das Aves começou a sua sexta época na I Liga, a terceira consecutiva, com Augusto Inácio no comando técnico, depois do 14.º lugar alcançado em 2018/19, quando sucedeu, após a primeira volta, a José Mota.

Este registo ficou a um lugar da melhor posição de sempre, o 13.º lugar obtido em 2017/18, sob o comando de Ricardo Soares, primeiro, Lito Vidigal, depois, e Mota, que levou também o clube à histórica conquista da Taça de Portugal, ao vencer na final o Sporting, fragilizado após o ataque à academia, em Alcochete.

José Mota acabou por ser o 'obreiro' desse feito inédito, assegurando o direito a disputar a Supertaça Cândido Oliveira -- que perdeu para o FC Porto, por 3-1 -- praticamente um ano depois de ter assegurado o regresso do Aves ao principal escalão, depois de suceder a Ivo Vieira a meio da temporada.

Este convívio com os 'grandes' durante três anos distinguiu-se das anteriores passagens do Desportivo das Aves pelo principal escalão, todas concluídas com despromoção após uma única temporada, com o 16.º e último lugar em 2006/07, o 17.º em 2000/01 e o 13.º em 1985/86, quando foi batido na 'liguilha' pelo Varzim.

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