Desporto

Bola de Ouro não vai ser atribuída

Ballon d'Or.

Frank Augstein

Situação "atípica" imposta pela pandemia da Covid-19 obrigou ao cancelamento.

A revista francesa France Football revelou esta terça-feira que a Bola de Ouro não será atribuída em 2020 devido "às circustâncias excecionais" impostas pela pandemia da Covid-19.

É a primeira vez desde 1956 que o galardão não vai ser entregue.

Num comunicado partilhado no site da revista, foi explicado, em detalhe, o motivo pelo qual Leonel Messi não terá sucessor em 2020.

"Em circunstâncias excecionais, decisões excecionais. Pela primeira vez na história, que iniciada em 1956, a Ballon d'Or da France Football não vai ser atribuída em 2020, por falta de condições justas", informou o órgão de comunicação.

Os 7 motivos que levaram ao cancelamento da entrega do galardão

  • "Um ano tão singular não pode - nem deve - ser tratado como um ano normal. Na dúvida, é melhor cancelar" do que atribuir o prémio.
  • Os valores que a Bola de Ouro defende vão de encontro à situação vivida atualmente no futebol devido à pandemia da Covid-19.
  • "A igualdade que deve prevalecer na atribuição desde troféu seria posta em causa".
  • "Não queremos colocar no palmarés um vencedor com asterisco".
  • Circunstâncias anormais do calendário futebolístico internacional.
  • "220 jurados no painel de olheiros" não concluíram as tarefas de observação.
  • O prestígio da Bola de Ouro poderia ficar assente em motivos "turbulentos".

O argentino Lionel Messi, do FC Barcelona, com seis troféus - mais um do que o português Cristiano Ronaldo, da Juventus - é o jogador que mais vezes recebeu o galardão Bola de Ouro, destinado a distinguir anualmente o melhor futebolista do mundo."