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Carlos Alcaraz e Casper Rudd na final do Open dos EUA

Carlos Alcaraz e Casper Rudd na final do Open dos EUA
Julian Finney
Realiza-se este domingo em Nova Iorque.

O espanhol Carlos Alcaraz e o norueguês Casper Ruud qualificaram-se, na sexta-feira, para a final do Open dos Estados Unidos, quarto major da temporada, que termina domingo em Nova Iorque, onde o campeão assumirá a liderança do ranking mundial.

Casper Ruud, número sete do mundo, foi o primeiro assegurar a vitória nas meias-finais, face ao russo Karen Khachanov (31.º), em quatro ‘sets’ com os parciais de 7-6 (7-5), 6-2, 5-7 e 6-2, em duas horas e 59 minutos.

Com 53 winners e 34 erros não forçados, contra os 43 pontos ganhantes e 41 faltas não provocadas do moscovita, o finalista derrotado de Roland Garros garantiu a sua segunda final de um torneio do Grand Slam e mantém-se na corrida pelo número um mundial, acabando assim com a possibilidade de Rafael Nadal poder recuperar a liderança do ranking ATP.

“Joguei de uma forma fenomenal no segundo set e o Karen subiu de nível no terceiro. Foi um encontro de avanços e recuos, mas estou tão feliz. Depois de Roland Garros, fiquei extremamente feliz, mas humilde o suficiente para pensar que poderia ser a minha única final de um Grand Slam na carreira. Não foi fácil, mas cá estou eu uns meses depois”, comentou o escandinavo, de 23 anos, que nunca havia superado a terceira ronda em Flushing Meadows.

O próximo e último adversário de Casper Ruud será Carlos Alcaraz, que viveu mais uma maratona, nas meias-finais, para eliminar o norte-americano Frances Tiafoe, em cinco sets, com os parciais de 6-7 (6-8), 6-3, 6-1, 6-7 (5-7) e 6-3, ao cabo de quatro horas e 19 minutos.

Depois de precisar também de cinco partidas para afastar o croata Marin Cilic nos oitavos de final e o italiano Jannik Sinner nos quartos de final, o jovem natural de Múrcia precisou de 59 winners, face a 37 erros não forçados, para superar o 26.º colocado na hierarquia ATP, que havia derrotado Nadal nos oitavos de final e o russo Andrey Rublev na ronda anterior, estreando-se assim nas meias-finais de um major.

“Para ser sincero, numa meia-final de um Grand Slam temos de dar tudo. Temos de lutar até à última bola. Não interessa se estamos a lutar em cinco horas ou seis. Não importa. Temos de dar tudo em court. O francês deu tudo. Isto é incrível”, comentou o espanhol, que passou 13 horas e 28 minutos em court nos últimos três encontros.

Graças ao triunfo, Carlos Alcaraz, de 19 anos, tornou-se o mais jovem tenista a qualificar-se para o encontro do título do Open dos Estados Unidos desde Pete Sampras, em 1990, e no mais novo a chegar à final de um torneio do Grand Slam, desde Rafael Nadal em 2005, quando ganhou Roland Garros.

“É incrível poder lutar por grandes feitos. Primeira vez numa final de um Grand Slam. Consigo ver o número um, mas, ao mesmo tempo, está tão longe. Tenho mais um encontro contra um jogador inacreditável. Ele merece jogar a final. Jogou uma final do Grand Slam em Roland Garros. Esta será a minha primeira vez”, acrescentou Alcaraz, prometendo que irá “dar tudo” no decisivo embate.

Se vencer o braço de ferro no domingo com Casper Ruud, o número quatro do mundo torna-se o mais jovem de todos os tempos a assumir o topo do ténis mundial, ultrapassando o feito do australiano Lleyton Hewitt, na altura com 20 anos e nove meses.

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