Christophe Galtier está sob custódia desde esta sexta-feira de manhã por casos de discriminação racial que remontam ao seu tempo no OGC Nice. O treinador do PSG e o seu filho John Valovic-Galtier encontram-se detidos.
Christophe Galtier foi levado sob custódia policial na manhã desta sexta-feira em Nice, como parte da investigação sobre acusações de racismo na OGC Nice.
A queixa foi apresentada por Julien Fournier, ex-diretor desportivo do Nice e foi o Ministério Público francês a anunciar a detenção.
A prisão preventiva permite aos investigadores ter a pessoa sob custódia durante 24 horas. No final deste período, Galtier pode ser libertado ou ser levado a tribunal para adoção de eventuais medidas de coação.
Os dois homens estão a ser ouvidos desde as 8:45 na polícia judiciária de Nice. A investigação incide precisamente sobre as suspeitas de "discriminação baseada numa alegada raça ou pertença a uma religião".
O atual treinador dos portugueses Nuno Mendes, Danilo Pereira, Renato Sanchez e Vitinha é suspeito de ter feito comentários discriminatórios, nomeadamente racistas e islamofóbicos enquanto era técnico do Nice em 2021 e 2022.
Esta alegada acusação parte de, por exemplo, um e-mail que o ex-diretor desportivo do OGC Nice revelou em que Gaultier assumiu ter um desejo de mudar a equipa com “profundidade” e, nomeadamente, queria limitar o número de jogadores muçulmanos ao máximo.
O choque
Já em abril, o treinador do PSG mostrou-se "profundamente chocado" com as suspeitas de discriminação racial e religiosa pelas quais está a ser investigado e já recebeu o "apoio total" do clube parisiense de futebol.
"Estou profundamente chocado com as afirmações que me foram atribuídas, e que foram proferidas, por alguns, de forma irresponsável. Isto atinge a minha dignidade", afirmou o técnico, na conferência de imprensa de antevisão do encontro com o Lens, da 31.ª jornada da Liga francesa de futebol.
Galtier, de 56 anos, disse ser "originário de um bairro de classe baixa, habituado à diversidade racial e educado no respeito pelos outros, independentemente da sua origem, cor ou religião", acrescentando: "Toda a minha vida tem sido orientada pelo respeito pelos outros, não posso aceitar que o meu nome e o da minha família sejam manchados desta forma".
