Além do jogo dentro do campo, Diogo Jota também era um impulsionador do futebol virtual. Chegou a ser campeão nacional e achava que a atividade devia ser considerada uma profissão.
Distinguido pelo trabalho feito ao serviço do futebol virtual, através da equipa que criou - que na altura se chamava Luna Galaxy, e que recentemente mudou para Luna eSports - Diogo Jota recebeu, em setembro do ano passado, na Cidade do Futebol, um troféu que simbolizava mais do que uma vitória.
"Sinto-me orgulhoso por ter acreditado num projeto assim, já há três ou quatro anos. Acho que é um esforço de todos aqui no país para tentar demonstrar às pessoas que os eSports são, de facto, uma profissão como outra qualquer", defendeu Diogo Jota, na altura.
A organização detida por Jota, tinha então sido campeã da Taça Masters 2024, que sagrou a equipa como campeã nacional. Uma das muitas conquistas, mas a maior terá talvez sido a formação de jogadores como JaFonso, João Afonso, que no ano passado, foi o melhor do mundo em futebol virtual, ao conquistar a eSportsWorld Cup.
Diogo Jota era fundamental também no relvado virtual. Era o único jogador português de futebol real a ter uma equipa de eSports. Era a cara do futebol virtual e um exemplo para os jogadores e para as jogadoras da modalidade.
Diogo Jota, de 28 anos, e o irmão André Silva, de 25, morreram, esta madrugada, num acidente de viação na A52, em Cernadilla, Zamora, em Espanha.