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"Cristiano Ronaldo é uma marca tão poderosa que a FPF se verga aos desejos dele"

Cristiano Ronaldo foi dispensado da Seleção Nacional após ter sido expulso na derrota com a Irlanda. Ainda assim, Portugal conta com a presença no capitão para apoiar a equipa no próximo jogo. David Borges e Luís Cristóvão, comentadores da SIC, criticam a "fragilidade" da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em relação ao capitão.

Cristiano Ronaldo
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A derrota em Dublin não só fez Portugal continuar ainda fora da lista de apurados, como também afastou Cristiano Ronaldo do jogo do Dragão, depois de o avançado ter sido pela primeira expulso pela Seleção Nacional. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) dispensou o capitão, mas está a contar com a sua presença para apoiar a equipa no duelo decisivo com a Arménia.

A situação não ficou clara e não se sabe se Cristiano Ronaldo vai estar no Porto para o jogo que pode garantir a presença de Portugal no Mundial 2026. David Borges e Luís Cristóvão, comentadores da SIC, consideram que a FPF mostra “fragilidade” quanto tem de ligar com o jogador do Al Nassr.

“Para mim, a federação convocou um lote de jogadores que deve levar até o desfecho desta fase. Isso significaria Ronaldo dentro da equipa, mesmo com o cartão vermelho”, diz David Borges. “Mas Ronaldo é uma marca tão poderosa que a federação se verga aos desejos dele”, afirma o comentador.

Luís Cristóvão diz que, apesar da Federação Portuguesa de Futebol “ter o direito e quase o dever de dizer o que pretende”, “na prática claramente não tem essa capacidade”.

“É uma demonstração de fragilidade nessa relação entre a federação e Ronaldo que é um pouco difícil de perceber”, frisa o analista de futebol.

David Borges estende as críticas a Roberto Martínez, que “explicou de forma completamente desastrada a expulsão de Cristiano Ronaldo”, revelando “uma subserviência em relação a Ronaldo, que parece estar acima de qualquer crítica, parece ser o Rei Sol”.