O sonho foi levado até ao fim. No primeiro Mundial de Futsal Feminino nas Filipinas, a Seleção Nacional escreveu uma página marcante na modalidade com medalha de prata que enche de orgulho os portugueses.
"Não temos noção, às vezes, do impacto que isto teve. Fomos até lá agora, quando chegamos, têm de desfrutar. Ficaram na história do primeiro Mundial Feminino. Era isto que muito queriam, fizeram muito", afirmou o selecionador nacional de futsal feminino Luís Conceição.
Já Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, sublinho aquilo que as atletas "fizeram por nós", pelo "povo português".
"E da mesma forma que vos disse no balneário, vou reproduzi-lo. Sintam orgulho. Vocês são vice-campeãs do mundo", sublinhou.
Jorge Braz, coordenador das seleções nacionais de futsal, afirma que "é muito fácil definir objetivos", mas "temos é que nos lembrar diariamente do que assumimos".
"Assumimos querer ser campeãs do mundo. Então o nosso comportamento diário tem que ser um comportamento de campeãs do mundo. Em tudo, no treino, fora do treino, na forma que nos relacionamos. Esta identidade de seleções nacionais, isto é que tem que acontecer", frisou Braz.
A derrota com o Brasil na final por 3-0 não apaga o sentimento de quem fez tudo para chegar ao ouro.
"Apesar de para mim as lágrimas e a desilusão de não ter ganho pesa sempre bastante, mas trago muitas coisas boas mesmo. É de extrema importância a criação deste Mundial para que o futsal também um dia possa ser modalidade olímpica", declarou Ana Catarina, jogadora da seleção nacional de futsal.
Lídia Moreira, outra das jogadoras da seleção, assumiu o gosto especial pela "palavra união" que espera ser o que define a equipa: "sempre acreditámos e pensávamos sempre que ia ser possível, mas infelizmente não conseguimos."
Estas jogadoras da seleção nacional são já vistas como um exemplo para as futuras gerações.
"Neste momento têm milhares de meninas e de raparigas nas escolas, nos clubes. Há algumas ali sentadas que olham para cada uma de vocês como heroínas e que veem que o céu é o limite", apontou Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
São vice-campeãs mundiais, mas não querem ficar por aqui em busca de outros feitos com a camisola de Portugal.
