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Árbitro do polémico Tunísia-Mali hospitalizado

O Mali acabou por vencer por 1-0 a Tunísia, graças a uma grande penalidade convertida por Ibrahima Koné, aos 48 minutos.

Árbitro do polémico Tunísia-Mali hospitalizado

Janny Sikazwe, o árbitro no centro da polémica do jogo da Taça das Nações Africanas, foi levado para o hospital após sofrer de insolação e desidratação durante o encontro entre a Tunísia e o Mali.

A Tunísia recorreu para que a primeira partida do Grupo F fosse repetida, depois de Sikazwe acabar o jogo aos 85 minutos e permitir que o mesmo continuasse, antes de terminar, novamente, a partida mais cedo, desta vez a 17 segundos dos 90 minutos.

A situação, mesmo com o recomeço da partida, acabaria por ser na mesma polémica, visto que era esperado bastante tempo de compensação, já que a segunda parte incluiu dois penáltis, dois incidentes que exigiram que Sikazwe verificasse o VAR, cinco paragens para substituição e uma paragem para hidratação (num jogo disputado em Limbe, nos Camarões, sob 34 graus de temperatura e 65% de humidade).

Agora, o diretor dos árbitros da Taça das Nações Africanas, Essam Abdel-Fatah, confirma à comunicação social egípcia que Sikazwe sofreu de insolação e “desidratação grave” durante a partida, tendo sido posteriormente levado para o hospital em Limbe.

Selecionador da Tunísia revoltado

O selecionador da Tunísia manifestou-se perplexo com a decisão do árbitro Janny Sikazwe de terminar, por duas vezes antes do final do tempo regulamentar, o encontro com o Mali, da Taça das Nações Africanas (CAN).

“O árbitro retirou-nos sete ou oito minutos de tempo de compensação. Foi uma decisão inexplicável. Não consigo compreender. Vamos aguardar pelas decisões que poderão ser tomadas”, começa por dizer o treinador da seleção tunisina, Mondher Kebaier, após a partida da primeira jornada do Grupo F da CAN2021, que decorre nos Camarões.

“Nunca tinha visto algo assim”

Logo no relvado, os tunisinos exibiram a sua revolta e perplexidade com a decisão do árbitro, mas a insólita situação não se ficou por aí, já que, posteriormente, quando as conferências de imprensa iniciar-se-iam, as equipas foram chamadas novamente para retomar o jogo, já com árbitro.

No entanto, os tunisinos não subiram ao relvado.

“O árbitro apitou para o final do jogo, disse-nos para nos retirarmos do campo e irmos para os balneários, os jogadores estiveram durante 35 minutos a fazer banhos de gelo e, depois, vêm pedir-nos para voltarmos para o relvado? Ando há 30 anos no futebol e nunca tinha visto algo assim”, diz Mondher Kebaier.

No meio da polémica, o resultado

O Mali acabou por vencer por 1-0 a Tunísia, graças a uma grande penalidade convertida por Ibrahima Koné, aos 48 minutos.

A 33.ª edição da Taça das Nações Africanas (CAN) decorre até 6 de fevereiro, nos Camarões.

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