A Liga Portugal reagiu com forte estranheza ao comunicado divulgado pela Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), acusando a estrutura liderada por José Borges de adotar uma posição "incompreensível" e de criar "alarme social" numa altura em que, afirma, o clima em torno da arbitragem tinha vindo a estabilizar.
Em nota oficial, o organismo lamenta que a associação tenha tornado públicas as suas reivindicações na véspera da Cimeira de Presidentes, sublinhando que este encontro "não é um órgão deliberativo", e recorda que o conjunto de propostas apresentado pelos árbitros já tinha sido discutido na reunião de 12 de novembro, bem como em contactos posteriores.
Segundo a Liga Portugal, o caderno reivindicativo entregue pela APAF, sobretudo no capítulo disciplinar ligado ao comportamento dos agentes desportivos, foi encaminhado para os serviços jurídicos, dada "a complexidade e teor" das medidas pedidas.
O organismo frisa, contudo, que durante a reunião com a associação ficou claro um ponto considerado essencial: não é possível alterar regulamentos com a época em curso, sob pena de criar desigualdades entre as diferentes jornadas e comprometer a integridade competitiva.
Propostas de alterações no regulamento só na próxima época
Nesse sentido, a Liga Portugal reafirma estar disponível para avaliar propostas de alterações regulamentares, mas apenas para a próxima temporada, posição que garante ter sido transmitida e compreendida pela APAF.
A entidade que tutela o futebol profissional diz ainda não entender por que motivo os árbitros voltam agora ao centro da polémica.
"Após a acalmia registada nos últimos fins de semana no que diz respeito a críticas públicas à arbitragem, a Liga estranha que a APAF, sem razão evidente, coloque os árbitros de novo no epicentro da discussão."
Por fim, a Liga lembra que a arbitragem nos campeonatos profissionais é um serviço prestado pela Federação Portuguesa de Futebol, informação que, sublinha, é bem conhecida tanto da APAF como do seu presidente.
