Economia

Comissões de utentes das ex-SCUT voltam à rua contra as portagens em maio 

As Comissões de Utentes contra as Portagens  nas SCUT da A28, A41/42 e A29 anunciaram hoje a realização, a 09 de maio,  de um protesto contra a cobrança de portagens e o fim das isenções para  os utilizadores locais. 

(Lusa/ Arquivo)
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"Consideramos que, com as portagens, o país está a perder mais dinheiro  do que a receita que arrecada com a cobrança, pelo que devia repensar-se  a continuidade desta situação", disse à Lusa José Rui Ferreira, porta-voz  das Comissões de Utentes Contra as Portagens nas ex-SCUTS do Norte Litoral,  Grande Porto e Costa da Prata. Por isso, e por causa do fim anunciado das isenções para utilizadores  locais, as Comissões estiveram reunidas esta manhã, na Póvoa de Varzim,  e decidiram realizar um protesto contra as portagens. 

O dia escolhido foi o da realização da 25 Cimeira Luso-Espanhola, no  Porto, mas ainda não foram definidos os detalhes do protesto, adiantou o  responsável.  "Está previsto que a questão das portagens nas SCUT seja abordada na  cimeira, mas por causa da forma de pagamento, nomeadamente dos nossos vizinhos  galegos. Contudo, pensamos que devia equacionar-se a continuação das portagens  nestas vias", afirmou José Rui Ferreira. 

Isto porque a cobrança de portagens tem reflexos "ao nível do turismo"  e também ao nível de alguns "negócios agrícolas", nomeadamente na zona da  Póvoa de Varzim, que antes "comercializavam produtos para o Porto e agora  não o fazem", acrescenta. 

Para além disso, o balanço de "mais de um ano e meio de portagens" nestas  vias é "negativo" também no que diz respeito a "quebras de tráfego, desvio  para vias desadequadas e aumento da insegurança rodoviária". 

A isto somam-se a "diminuição da qualidade de vida das pessoas, que  têm de fazer percursos mais longos, e os impactos nos orçamentos das famílias  e das empresas".  As comissões de utentes contestam ainda o fim das isenções para utilizadores  locais, previsto para 30 de junho. 

Até agora, "as dez primeiras viagens de cada mês não eram pagas e as  restantes tinham um desconto de 15 por cento", refere o porta-voz. 

 

     

 

Lusa