Economia

Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa quer reiniciar processo negocial 

Depois dos trabalhadores da Autoeuropa terem rejeitado o pré-acordo sobre os novos horários laborais, em referendo, a Comissão de Trabalhadores pretende reiniciar o diálogo com a administração da fábrica de Palmela.

Mais de 63% dos trabalhadores da Autoeuropa rejeitaram o segundo pré-acordo sobre os horários de trabalho na fábrica de automóveis de Palmela, no referendo realizado esta quarta-feira, com 3.145 votos contra o pré-acordo (63,22%) e 1.749 votos favoráveis.

"Tendo em conta os resultados obtidos com o referendo, a Comissão de Trabalhadores (CT) pretende reiniciar o processo negocial com o objetivo de alcançar um novo entendimento", refere, em comunicado, a CT da Autoeuropa.

"As condições estabelecidas, ao contrário do que alguns pretenderam fazer crer, representavam uma melhoria para os trabalhadores em relação ao que já anteriormente tinha sido proposto e igualmente rejeitado", acrescenta o documento.

A CT da Autoeuropa refere ainda, no comunicado, que "o conteúdo do pré-acordo garantia a manutenção dos direitos dos trabalhadores, tal como o trabalho suplementar considerado como tal", "a rotação semanal dos turnos" e a "continuidade do horário semanal de segunda a sexta-feira até à entrada do regime de laboração contínua", prevista para agosto de 2018.

Para assegurar a produção estimada do novo veículo produzido em Palmela (T-Roc) a administração da Autoeuropa considera necessária a laboração contínua, bem como o trabalho ao sábado.

No passado mês de julho, 74% dos trabalhadores da Autoeuropa também rejeitaram um primeiro pré-acordo sobre os novos horários e fizeram um dia de greve (30 de agosto), a primeira por razões laborais na fábrica de automóveis de Palmela.

Com Lusa