Economia

Desemprego de 6,3% em fevereiro "confirma as indicações" do Governo

MÁRIO CRUZ

O ministro Adjunto e da Economia falava aos jornalistas à margem da apresentação do estudo "A produtividade da economia portuguesa".

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, disse hoje que a taxa de desemprego de fevereiro, estimada em 6,3%, uma descida face aos 6,6% de janeiro, "confirma as indicações" do Governo.

"Estes números confirmam aquilo que iam sendo as indicações que íamos tendo, o investimento empresarial acelerou em dezembro e nos primeiros meses deste ano", bem como a "coleta de impostos e, particularmente, as contribuições para a Segurança Social", pelo que, para o Governo, "isso deveria significar que a criação de emprego continuava a crescer e que o desemprego continuava a baixar", disse hoje Pedro Siza Vieira.

O ministro Adjunto e da Economia falava aos jornalistas à margem da apresentação do estudo "A produtividade da economia portuguesa", elaborado pelo Conselho para a Produtividade, que decorreu no salão nobre do Ministério das Finanças, em Lisboa.

Para Pedro Siza Vieira, os números do desemprego de fevereiro "são também confirmados pelos números do turismo" e "do andamento das exportações".

"É um bom momento da economia portuguesa", considerou o ministro, acrescentando que, "apesar de se ter de confrontar com uma conjuntura económica mais incerta, continua a responder muito bem e a funcionar muito bem".

O ministro disse ainda que "não vai antecipar" informação sobre se não vai ser preciso rever a meta do crescimento económico para 2019, e que o Governo vai "apresentar previsões prudentes para aquilo que é o futuro da economia portuguesa".

O governante disse ainda que não sabe se Portugal poderá terminar o ano com a taxa de desemprego abaixo de 6%.

Confrontado pela agência Lusa com as palavras do primeiro vice-diretor do FMI David Lipton que, na segunda-feira, afirmou em Lisboa que, em Portugal, "demasiados novos empregos têm salário mínimo", Pedro Siza Vieira disse que o país "ainda precisa de fazer um esforço no sentido de ter um trabalho digno e bem remunerado".

"Estamos a fazer esse caminho", acrescentou, dizendo que "o objetivo da política económica do Governo" é criar "não apenas mais emprego, mas também melhor emprego", ou seja, "mais estável e que pague melhores salários".

Pedro Siza Vieira lembrou que "o crescimento das contribuições para a Segurança Social, que são calculadas com base nas remunerações", estão a crescer "mais do que os postos de trabalho", um sinal do aumento de salários.

A agência Lusa tentou ainda perceber o que se passou com o comunicado do Conselho de Ministros de quinta-feira, em que o Governo tinha aprovado legislação para ultrapassar os efeitos do congelamento de carreiras entre 2011 e 2017 na função pública, tendo depois eliminado essa informação do comunicado, sem esclarecer as razões para esta mudança.

Em causa está a possibilidade de estender às carreiras da função pública, em que a progressão depende do tempo de serviço, uma solução idêntica à dos professores, que lhes permitiu recuperar dois anos e nove meses do congelamento.

O ministro Adjunto e da Economia limitou-se a dizer que "o comunicado do Conselho de Ministros é o que foi circulado no final da reunião, e é esse que deve ser visto".

Lusa

  • Do dia da criança ao turismo de natureza no Alentejo
    6:14
  • “Vamos a Jogo” acompanhou Luís Filipe Vieira no dia da reconquista
    15:21