Economia

Aeroporto de Cascais quer receber toda a aviação executiva de Lisboa até 2021

Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais.

De acordo com os dados da autarquia, o Aeroporto de Cascais é atualmente o quarto de maior movimento depois de Lisboa, Porto e Faro.

O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, disse hoje, em declarações à agência Lusa, que o Aeroporto de Cascais, em Tires, está a preparar-se para receber a totalidade da aviação executiva até 2021.


Em declarações à Lusa à margem da inauguração do novo Centro de Simuladores de Voo da TAP, Carlos Carreiras disse estarem previstos investimentos no aeroporto, antigo aeródromo de Tires, de cerca de um milhão de euros, de forma a capacitar esta infraestrutura a receber mais gente, nomeadamente ao nível da ampliação da presença das forças de segurança (PSP, GNR e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras).


"A aviação executiva tem algumas especificidades, ocupa espaço em Lisboa e não gera tantas receitas como a aviação comercial. É positivo para Lisboa ver-se livre destas operações e Tires está muito próximo", disse.

De acordo com os dados da autarquia, atualmente, o Aeroporto de Cascais é o quarto de maior movimento depois de Lisboa, Porto e Faro, integrando sete escolas de aviação responsáveis pela formação de quase 400 alunos por ano (30% deles estrangeiros) e mais de duas dezenas de empresas que empregam cerca de 500 trabalhadores.


Em 2018, o número de movimentos de aeronaves totalizou os 45.971 (27.030 aviões e 1.356 helicópteros) e o aeroporto -- que ocupa uma área total de 42 hectares -- recebeu 13.194 embarcados e 6.742 desembarcados.


O Aeroporto de Cascais dispõe de uma pista de 1.700 metros de comprimento por 30 metros de largura e cinco placas de estacionamento, que dão acesso aos hangares.


A melhoria dos acessos pela autoestrada A5 ao aeroporto - que recebeu a certificação de nível IV recentemente -- está também prevista.

Lusa

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