Economia

Costa diz que é preciso continuar a trabalhar para conseguir igualdade salarial

O primeiro-ministro António Costa durante o debate sobre o Programa do XXII Governo Constitucional, na Assembleia da República, 30 de outubro de 2019, em Lisboa.

MANUEL DE ALMEIDA

António Costa reconheceu que desde 2018 já foram ganhos "quatro dias de igualdade".

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta sexta-feira que é preciso "continuar a trabalhar" em matéria de igualdade salarial, para terminar com o número de dias que as mulheres têm de trabalhar a mais para ganharem o mesmo que os homens.

"Hoje é Dia Nacional da Igualdade Salarial porque as mulheres têm de trabalhar mais 54 dias que os homens para ganharem o mesmo, tantos dias quantos os que faltam para o ano terminar", refere o primeiro-ministro numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

António Costa acrescentou que desde 2018 já foram ganhos "quatro dias de igualdade", mas o Governo vai continuar a lutar para "ganhar os que ainda faltam".

Em Portugal, as mulheres têm de trabalhar mais 54 dias para ganhar o mesmo ordenado de um homem, apesar da evolução positiva dos últimos anos.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito do Dia Nacional da Igualdade Salarial, que se assinala esta sexta-feira, a presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) destacou que nos últimos quatro anos Portugal tem evoluído de forma positiva na diminuição das desigualdades salariais entre mulheres e homens.

"Sobretudo porque com a retoma da economia o salário mínimo aumentou e nós sabemos que o maior grupo de pessoas que recebe salário mínimo são mulheres, o que significa naturalmente que a disparidade diminuiu", apontou Joana Gíria.

Outro fator que contribuiu para essa diminuição foi a "desvalorização do salário dos homens durante o período de crise e que ainda não foi totalmente retomada".

A presidente da CITE explicou que em Portugal o Dia da Igualdade Salarial assinala-se simbolicamente em 8 de novembro, porque marca o número de dias em que as mulheres não são pagas face ao que é o seu rendimento.

"Havendo uma disparidade de 14,8% de rendimento em desfavor das mulheres, fazendo as contas, são 54 dias por ano que as mulheres teriam de trabalhar a mais para atingirem os rendimentos dos homens. Ou, de outro modo, os homens poderiam deixar de trabalhar no dia 8 de novembro e as mulheres teriam de continuar até ao fim do ano para receberem o mesmo salário", referiu.

Lusa