Economia

Adesão de 90% à greve causa paralisação do serviço dos TST

Greve convocada devido à falta de respostas da administração.

A greve dos trabalhadores dos Transportes Sul do Tejo (TST), por aumentos salariais, registou hoje uma adesão de 90%, causando também a paralisação do serviço rodoviário na Península de Setúbal, informou fonte sindical.

"Continua a não haver uma resposta da empresa que vá ao encontro do interesse dos trabalhadores. O que estão a pedir é que o salário fique equiparado ao dos trabalhadores da Carris, que fazem o mesmo serviço", disse à Lusa João Saúde, da Fectrans -- Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

Segundo o responsável, a reivindicação motivou a participação de 90% dos trabalhadores na greve e plenário, causando também a paralisação do serviço operado em quatro concelhos da Península de Setúbal.

"Os trabalhadores estão aqui a 90%, portanto, os impactos são enormes. As carreiras estão por fazer, não há autocarros e não vai haver durante o dia, com exceção de um ou outro. A empresa está parada e vai continuar até às 03:00", referiu o sindicalista.

Do plenário, que decorreu entre as 09:30 e as 11:30, resultou a decisão de convocar uma nova greve devido à falta de respostas da administração.

"Vamos paralisar por 48 horas entre os dias 31 de março e 01 de abril, realizando também um plenário geral no dia 31", avançou.

Em 06 de fevereiro, depois de um dia de greve, a TST agendou uma reunião com os representantes sindicais para discutir a "atualização salarial", mas a proposta da empresa não foi suficiente para os trabalhadores.

Segundo João Saúde, os representantes sindicais vão voltar a reunir com a administração na próxima quinta-feira.

A Lusa tentou contactar a empresa, mas até ao momento não foi possível obter declarações.

No ano passado, os trabalhadores dos TST realizaram várias greves e plenários contra os "ordenados mais baixos" do setor na Área Metropolitana de Lisboa, reivindicando um ordenado de 750 euros. No entanto, em junho, todas as ações de luta foram suspensas depois de os funcionários terem aceitado a proposta feita pela administração, de um salário de 700 euros.

A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos: Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.