Economia

Número de empregados na Alemanha cai 0,5% em abril pela primeira vez desde 2010

FRIEDEMANN VOGEL

As medidas adotadas para conter a pandemia da covid-19 tiveram um impacto significativo no mercado laboral.

O número de empregados na Alemanha caiu em abril para cerca de 44,8 milhões, menos 210.000 ou 0,5% em relação ao mesmo mês de 2019, segundo dados provisórios divulgados hoje pela agência federal de estatística alemã (Destatis).

Assim, o número de empregados em termos homólogos caiu pela primeira vez em abril desde março de 2010, quando desceu em 92.000 ou 0,2%.

Em março passado, a taxa de crescimento foi de 0,2% face ao mesmo mês de 2019.

As medidas adotadas a partir da segunda quinzena de março para conter a pandemia da covid-19 tiveram um impacto significativo no mercado laboral.

Em relação ao mês anterior, a população ocupada diminuiu em abril em 161.000 pessoas ou em 0,4%.

Normalmente, a ocupação cresce em abril com a própria reativação da primavera: a média nos cinco anos anteriores foi de acréscimos de 143.000 empregados.

No entanto, este ano, em vez de um aumento, houve uma contração grande.

Após eliminar os efeitos sazonais, o número de empregados em abril caiu em 271.000 pessoas - 0,6% - em relação a março.

Embora as medidas adotadas na segunda quinzena de março devido à pandemia da covid-19 aumentem a incerteza quando se fazem estimativas de números de emprego, o crescente número de trabalhadores que estão precisamente naquela data na modalidade de horário reduzido, conhecido como a modalidade "Kurzarbeit", não se reflete nos dados, porque estes continuam a ser incluídos como empregados.

379 mil mortos e 6,3 milhões de infetados pelo mundo

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 379 mil mortos e infetou mais de 6,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Em Portugal, morreram 1.436 pessoas das 32.895 confirmadas como infetadas, e há 19.869 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (cerca de três milhões, contra mais de 2,1 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 165 mil, contra mais de 179 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global