Economia

Orçamento Suplementar: UGT considera insuficientes apoios para trabalhadores e famílias

HUGO DELGADO

Governo apresentou esta terça-feira a proposta de Orçamento Suplementar para 2020, que prevê um défice de 6,3% este ano.

A UGT considerou que o Orçamento Suplementar apresentado pelo Governo transcreve o Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), que considera insuficiente para resolver os problemas de empobrecimento dos trabalhadores e das famílias.

"Este Orçamento Suplementar transcreve o PEES e tem medidas que consideramos importantes, mas insuficientes nalgumas áreas pois não trava o empobrecimento dos trabalhadores e famílias que sofreram cortes nos rendimentos em consequência da crise pandemica", disse à agência Lusa Paula Bernardo, secretária-geral adjunta da UGT.

A sindicalista reconheceu como positiva a compensação que vai ser atribuída aos trabalhadores que perderam um terço do salário enquanto estiveram em 'lay-off' simplificado, assim como as políticas ativas de emprego.

"Mas é preciso mais, pois há os que não têm qualquer tipo de apoio, porque não tiveram contribuições nos últimos tempos, e é preciso impedir o despedimento dos trabalhadores precários, que foram os que ficaram desempregados assim que começou esta crise", defendeu Paula Bernardo.

O Governo apresentou esta terça-feira a proposta de Orçamento Suplementar para 2020, que prevê um défice de 6,3% este ano e um rácio da dívida pública face ao Produto Interno Bruto (PIB) de 134,4% em 2020.

O documento, que surge como resposta à crise provocada pela covid-19, reflete o Programa de Estabilização Económica e Social e prevê, entre outras medidas, um reforço adicional do orçamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 500 milhões de euros.

A proposta do Governo de revisão do Orçamento do Estado de 2020 é debatida na Assembleia da República no próximo dia 17.