Economia

Consumo de gasolina cai 21,6% e de gasóleo 15,5% no 1.º semestre do ano

NICOLAS ASFOURI

Queda no consumo terá uma explicação na paralisação provocada pela pandemia de Covid-19.

O consumo de gasolina caiu 21,6% e o de gasóleo 15,5% no primeiro semestre do ano comparativamente ao mesmo período de 2019, tendo o combustível para aviação caído 55,5%, divulgou esta segunda-feira a Apetro - Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas.

Segundo dados divulgados esta segunda-feira num comunicado da Apetro, "comparando o primeiro semestre de 2020 com o período homólogo, a gasolina desceu cerca de 111,3 mil toneladas (-21,6%), o gasóleo 380,3 mil toneladas (-15,5%) e o JET (combustível para aviação) 404,2 mil toneladas (-55,5%)".

"No mesmo período o GPL e outros registaram uma diminuição de 10,3 mil toneladas (-2,9%)", assinala ainda a nota sobre consumos divulgada pela associação, que tem como objetivo "identificar uma tendência dos efeitos desta pandemia no consumo energético nacional, ao nível dos consumos de produtos petrolíferos".

Relativamente ao mês de junho, em comparação com o mesmo mês do ano passado, "a gasolina sofreu uma redução de cerca de 7,8 mil toneladas (-9,3%)" e o gasóleo de 27,4 mil toneladas (-6,9%), ao passo que o consumo de GPL e outros subiu 1,8 mil toneladas (+3,8%).

"O consumo de jet na aviação continua a apresentar a redução mais significativa em 133,5 mil toneladas (-89,5%)", pode também ler-se na nota que compara junho de 2020 com o mesmo mês em 2019.

Já relativamente a maio, a Apetro afirma que, "em junho, a gasolina e o gasóleo continuam em recuperação - o consumo de gasolina passou de uma queda de 34,5% para 9,3% e o de gasóleo de uma queda de 21,7% para 6,9%".

Face a maio, "o jet manteve aproximadamente a mesma redução no consumo (esta passou de 91,9% para 89,5%)" e "o GPL e Outros passou de uma queda de 13,9% para um aumento de 3,8%".

Previsões do FMI

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8,0% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

Para Portugal, a Comissão Europeia prevê que a economia recue 9,8% do PIB em 2020, uma contração acima da anterior projeção de 6,8% e da estimada pelo Governo português, de 6,9%.

O Governo prevê que a economia cresça 4,3% em 2021, enquanto Bruxelas antecipa um crescimento mais otimista, de 6,0%, acima do que previa na primavera (5,8%).

Em consequência da forte recessão, o défice orçamental deverá chegar aos 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 e a dívida pública aos 134,4%.