Economia

Novo Banco garante que vendeu seguradora ao melhor preço e com o acordo do Fundo de Resolução

O banco assegura também que o comprador teve idoneidade verificada.

O Novo Banco garantiu, em comunicado, que o comprador da seguradora teve a idoneidade verificada pelo regulador de seguros.

Num esclarecimento enviado, a instituição liderada por António Ramalho, disse ainda que a venda da GNB Vida foi realizada com o acordo expresso do Fundo de Resolução e assegura que o preço final da transação foi o melhor e resultou de um processo organizado de venda.

"O valor de venda ascendeu a um preço fixo inicial de 123 milhões de euros acrescido de uma componente variável de até 125 milhões de euros indexada a objetivos de distribuição constantes do contrato entre o NOVO BANCO e a GNB Vida para distribuição de produtos de seguros vida em Portugal por um período de 20 anos", lê-se no comunicado.

O jornal Público noticiou esta segunda-feira que o Novo Banco vendeu em outubro uma seguradora com desconto de quase 70% a fundos geridos pela Apax, operação que gerou uma perda de 268,2 milhões que foi compensada com verba do Fundo de Resolução.

Na nota enviada, o Novo Banco diz ainda que "a campanha continuada do Público será analisada juridicamente".

Esta polémica surge depois de, no mês passado, o jornal Público ter igualmente denunciado a venda de imóveis com prejuízo a um fundo anónimo.

Novo Banco vendeu seguradora por 30% do seu valor

O Novo Banco vendeu em outubro uma seguradora com desconto de quase 70% a fundos geridos pela Apax, operação que gerou uma perda de 268,2 milhões e foi compensada com verba do Fundo de Resolução, de acordo com o jornal, que revelou que negócio foi fechado com um magnata condenado por corrupção nos Estados Unidos.

A seguradora GNB Vida (agora designada Gama Life), "foi vendida em outubro de 2019, a fundos geridos pela Apax Partners, com um desconto de 68,5% face ao valor contabilístico inscrito no balanço de 30 de junho daquele ano".

A operação "gerou uma perda para a instituição financeira de 268,2 milhões de euros" e serviu para o presidente do Novo Banco, António Ramalho, "justificar novo pedido de injeção de dinheiros públicos", explica hoje o Público.

No entanto, escreve o jornal, "não é apenas a variação acentuada de valores a suscitar controvérsia, são os sinais de que as autoridades nacionais e europeias desvalorizaram os indícios de ligação do comprador da Gama Life ao magnata do setor segurador Greg Lindberg, condenado já este ano pela Justiça norte-americana por corrupção e fraude fiscal".

A venda da Gama Life à GBIG Portugal, sociedade totalmente controlada por fundos geridos pela Apax, está na origem de mais uma queixa, apresentada a 13 de janeiro deste ano, junto da Autoridade Europeia de Mercados e Títulos (regulador europeu) e que é subscrita por quem tem envolvimento e interesse direto no Novo Banco.

Marcelo apela à conclusão rápida da auditoria ao Novo Banco

O Presidente da República rejeita discutir o futuro do Novo Banco antes de estar concluída a auditoria pedida pelo Executivo.

Marcelo Rebelo de Sousa está no Algarve, a promover o turismo português, onde apelou à rápida conclusão do processo.

"A administração tem alguma argumentação, mas que isto é um escândalo é"

José Gomes Ferreira analisa mais um negócio polémico do Novo Banco.