Economia

Restruturação da TAP. Trabalhadores não querem "TAPzinha lowcost" 

Estado paga 55 milhões de euros a Neeleman e torna-se acionista maioritário da TAP

MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Profissionais dizem que restruturação deve apostar sobretudo no desenvolvimento.

A Comissão de Trabalhadores da TAP não quer que a empresa se transforme numa companhia aérea de baixo custo.

Em comunicado, os profissionais dizem que a restruturação assessorada pelo Boston Consulting Group deve apostar sobretudo no desenvolvimento e não numa transformação da companhia para lowcost, como propôs a mesma consultora no projeto RISE, em 2016.

"Ainda temos muito presente o famigerado projeto RISE, feito pela mesma consultora a pedido do Sr. Neeleman [ex-acionista] , e do qual o conhecimento que tivemos não foi por vias oficiais, mais era um projeto que em nada servia os interesses da TAP, mas sim interesses a ela alheios, preconizando uma Tapzinha 'lowcost' ao serviço de terceiros", defendeu a CT.

A comissão de trabalhadores reuniu-se com a BCG na última sexta-feira, onde sublinhou que não concorda com despedimentos.

"Se necessidade houver de redução de trabalhadores, então que se opte como já tem acontecido no passado por reformas antecipadas, pré-reformas e rescisões amigáveis, no entanto alertámos que uma vez que se pretende a retoma da operação, então temos que manter todos os trabalhadores na esfera da empresa pois todos serão necessários."

A CT considerou ainda que deve investir-se em equipamentos e instalações e garantir a ligação às comunidades portuguesas no estrangeiro, com uma operação mais abrangente nos continentes africano e americano, "mercados que muito contribuem para a receita da empresa".

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