Economia

TikTok: Bytedance diz desconhecer fundo de cerca de 4,2 M€ em acordo citado por Trump

TikTok, aplicação móvel.

Dado Ruvic

A Bytedance é a proprietária da aplicação TikTok.

A Bytedance, proprietária da aplicação TikTok, afirmou desconhecer o fundo de educação de 5.000 milhões de dólares que, segundo Donald Trump, está incluído no acordo entre a Oracle e a Walmart, para continuar a operar nos Estados Unidos.

O Governo dos Estados Unidos anunciou este sábado que vai adiar, por uma semana, a aplicação das medidas contra a TikTok, que entraram hoje em vigor, depois do Presidente dos EUA ter dado o seu aval a um acordo preliminar para que pudesse continuar operar no país.

Donald Trump, anunciou um acordo de princípio "fantástico", envolvendo a aplicação chinesa de partilha de vídeos TikTok e a Oracle e a Walmart.

"Dei a minha aprovação ao acordo. Se se concretizar, tanto melhor. De contrário, também estará bem", acrescentou o Presidente republicano, antes de partir para uma reunião de campanha na Carolina do Norte.

O Presidente lembrou que no acordo de parceria entre Oracle e Walmart com a TikTok "a segurança seria de 100%" que as aplicações "vão usar nuvens separadas e segurança muito poderosa e que farão uma contribuição de 5,0 milhões de dólares [cerca de 4,22 milhões de euros] em educação".

A Bytedance especificou hoje no seu agregador de notícias que é "a primeira vez" que ouve dizer que o acordo inclui um fundo de educação para os Estados Unidos de 5,0 milhões de dólares.

"A empresa está comprometida em investir no setor de educação e planeia trabalhar com parceiros e acionistas globais para lançar projetos de inteligência artificial (IA) e salas de aula online baseadas em tecnologia de vídeo para alunos em todo o mundo", disse Bytedance, sem fazer referências explícitas aos EUA.

Na sexta-feira passada, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que bloquearia os 'downloads' do TikTok e do aplicativo de mensagens WeChat (WhatsApp chinês) em sites de compra de aplicativos dos EUA a partir de hoje e que as autoridades do país vetariam seu uso integral nos Estados Unidos a 12 de novembro, citando preocupações com a segurança nacional.

No caso do WeChat, também vetou a partir deste domingo qualquer transferência de fundos ou pagamentos nos EUA por meio deste aplicativo, embora nem o Departamento de Comércio nem Trump tenham feito referência a isso neste sábado.

A China disse no sábado que agirá contra empresas e indivíduos estrangeiros que "ponham em risco" sua soberania e segurança, e emitiu novas regras relacionadas à sua lista de "entidades não confiáveis", anunciada há mais de 15 meses e ainda a ser publicada.