Economia

Número de desempregados em Portugal sobe 36,1% em setembro

No final de setembro, estavam registados nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas 410.174 desempregados.

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 36,1% em setembro em termos homólogos e 0,2% face a agosto, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com o IEFP, no final de setembro, estavam registados, nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas, 410.174 desempregados.

Este número representa 74% de um total de 553.928 pedidos de emprego.

O total de desempregados registados no país foi superior ao verificado no mesmo mês de 2019 (mais 108.892 ou 36,1%) e face ao mês anterior (mais 843 ou 0,2%).

Segundo o IEFP, para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2019, contribuíram todos os grupos, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário.

A nível regional, em setembro, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com exceção para os Açores.

Dos aumentos homólogos, o mais pronunciado deu-se na região do Algarve, com o número de desempregados a voltar a disparar em termos homólogos (157,5%).

Os dados do IEFP mostram que, desde março, mês do início do estado de emergência devido à pandemia de covid-19, o Algarve é a região com as subidas homólogas do desemprego mais pronunciadas.

No oposto encontra-se a região dos Açores com uma queda no desemprego de 1,2%.

Quanto à atividade económica de origem do desemprego, dos 352.732 desempregados que, no final de setembro, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos serviços de emprego do continente, 72,7% tinham trabalhado em atividades do setor dos serviços, com destaque para as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (28,9%), 20,8% eram provenientes do setor secundário, com particular relevo para a construção (6,2%).

Ao setor agrícola pertenciam 3,8% dos desempregados.

O desemprego aumentou, assim, nos três setores de atividade económica face ao mês homólogo de 2019, com maior expressão no setor serviços (44,7%).

As ofertas de emprego por satisfazer, no final de setembro de 2020, totalizavam 14.398, nos serviços de emprego de todo o país, uma redução anual (de 4.528 ou 23,9%) e um aumento mensal (de 822 ou 6,1%) das ofertas disponíveis.