Economia

Londres anuncia negociações com a EDF para construção de nova central nuclear

Arnd Wiegmann

O Governo britânico anunciou que iniciará negociações com a gigante francesa de energia EDF.

O governo britânico anunciou esta segunda-feira que iniciará negociações com a gigante francesa de energia EDF para a construção de uma nova central nuclear Sizewell C em Suffolk, no leste da Inglaterra.

As autoridades públicas não excluem a participação no financiamento para permitir que a central veja a luz do dia, de acordo com um comunicado que divulga várias medidas para tornar a economia britânica mais verde.

O projeto Sizewell C está avaliado em 20 mil milhões de libras (22 mil milhões de euros), de acordo com a imprensa britânica.
Londres especifica que o projeto terá que ser equilibrado financeiramente e obter luz verde regulatória, antes que uma decisão final de investimento seja tomada.

A EDF anunciou em maio que tinha avançado com um pedido para construir esta central, um processo que foi adiado devido à pandemia.
Com potência total de 3,2 GW, a Sizewell C poderá fornecer eletricidade a seis milhões de residências e a construção deve gerar 25 mil empregos, estimou na altura o grupo francês.

No 'site' do projeto Sizewell estão descritas duas fábricas: Sizewell A, que foi inaugurada na década de 1960 e encerrada em 2006, e Sizewell B, que foi inaugurada em 1995 e ainda está em operação.

A central foi projetada como uma quase réplica da de Hinkley Point, localizada em Somerset (sudoeste da Inglaterra), e deve ser desenvolvida pela EDF, junto com a chinesa CGN. Tal deve permitir, segundo a EDF, reduzir riscos e custos.

O Governo, no comunicado, não menciona a CGN, que deve ser uma parceira minoritária no projeto ao lado da EDF, mesmo com as relações económicas entre Londres e Pequim tensas desde a decisão de excluir a Huawei da rede 5G no país.
Hinkley Point C, validada pelo governo do Reino Unido em 2016, é a única central nuclear em construção no país.

O nuclear fornece cerca de 20% da eletricidade do país e o governo quer manter essa participação para alcançar a neutralidade de carbono em 2050, o que exige que novos projetos substituam as centrais nucleares britânicas que fecharam ou estão prestes a chegar ao fim de vida.

  • O cartão amarelo que não se percebe 

    Opinião

    Despir a camisola aquando da celebração de um golo é proibido pelas leis de jogo. Penso que toda a gente sabe disso. Aliás, basta apenas que um qualquer jogador cubra a cabeça usando essa peça de equipamento para ser sancionado.

    Duarte Gomes