Economia

TAP com prejuízos históricos. "Contribuintes vão pagar com um esforço enorme a sua continuação"

Análise de José Gomes Ferreira.

José Gomes Ferreira considera que os prejuízos históricos da TAP no ano passado, superiores a 1.200 milhões de euros, não surpreendem.

O jornalista compara a situação na TAP com o Novo Banco, que foi resgatado para continuar a funcionar. Sublinha também a realidade antes da pandemia:

"A realidade da empresa antes da pandemia era uma realidade de um desequilíbrio e insustentabilidade", afirmou.

José Gomes Ferreira considera que a empresa estaria na falência, mesmo que a pandemia não tivesse existido.

"Os contribuintes vão pagar com um esforço enorme a continuação da TAP", defendeu, acrescentando que se está a passar "uma esponja pelos erros de gestão".

O editor de Economia da SIC, que diz que apostaram num modelo durante vários anos que não era solução, considera que há ainda riscos políticos e económicos, porque o plano de reestruturação seguiu para Bruxelas, mas ainda não está aprovado.

Sobre a Groundforce, em que o Banco de Fomento chumbou o empréstimo de 30 milhões de euros solicitado pelo Conselho de Administração, José Gomes Ferreira considera que há um "risco enorme" de falência.