Economia

Bruxelas aprova Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal

TIAGO PETINGA

Primeiros pagamentos estarão disponíveis a partir de julho.

A presidente da Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira a aprovação pelo Executivo comunitário do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, sublinhando que este "irá transformar profundamente a economia" nacional e que os primeiros fundos poderão chegar em julho.

"Hoje estou muito feliz por anunciar que a Comissão Europeia decidiu dar 'luz verde' ao plano de recuperação português, depois de uma excelente cooperação com as autoridades portuguesas", afirmou Ursula von der Leyen, após uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, no Centro Ciência Viva, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

O plano de recuperação português, o primeiro a ser aprovado, e que prevê projetos de 16,6 mil milhões de euros, dos quais 13,9 mil milhões de euros dizem respeito a subvenções a fundo perdido, "vai transformar profundamente a economia portuguesa", considerou a presidente do Executivo, que se deslocou hoje a Lisboa para anunciar formalmente a aprovação do plano nacional.

"As reformas e investimentos que [o PRR] inclui vão fazer com que Portugal saia desta crise mais forte e mais resiliente", vincou Von der Leyen, acrescentando que o plano português "cumpriu claramente os critérios exigentes" estabelecidos pela Comissão Europeia.

Na perspetiva do Executivo europeu, o PRR português não só é "ambicioso", ao apresentar "uma visão de futuro", como também "permitirá ajudar a criar um melhor futuro para Portugal, para os portugueses e para a UE".

O objetivo do executivo é enviar "os primeiros fundos ainda em julho", disse Von der Leyen, advertindo, contudo, que "o trabalho difícil começa agora", pelo que o caminho da recuperação da UE "ainda não chegou ao fim".

TIAGO PETINGA

Costa fala em marco histórico e em confiança na recuperação da Europa em conjunto

O primeiro-ministro considerou que a aprovação do plano português constitui "um marco histórico", demonstrando que a Europa agiu em conjunto para pôr a recuperação em marcha.

"A Comissão Europeia procedeu na terça-feira à emissão de dívida e a generalidade dos Estados-membros já apresentou os seus planos. Este é um marco histórico na União Europeia", declarou na conferência de imprensa o primeiro-ministro do Portugal, país que preside ao Conselho da União Europeia até junho.

António Costa afirmou depois que estes passos dados pela União Europeia "significam que a esperança se converteu agora em confiança".

"A Europa agiu em conjunto para colocar em marcha a recuperação", declarou, numa alusão à crise provocada pela pandemia da covid-19 desde fevereiro do ano passado.

TIAGO PETINGA

Portugal foi o primeiro país a receber a aprovação, por parte da Comissão Europeia, do plano de recuperação, depois de ter sido também o primeiro entre os 27 a apresentar a versão final do respetivo plano, em 22 de abril passado.

Agora que a Comissão Europeia aprovou o plano de recuperação português, o próximo passo cabe ao Conselho Europeu, que deve tomar uma decisão por maioria qualificada, e ao Conselho de ministros das Finanças da UE (ECOFIN), que decorre esta sexta-feira.

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