Economia

Estados Unidos vão registar o défice mais elevado do mundo este ano

Bloomberg

O défice orçamental dos EUA vai chegar aos 13,3% este ano, segundo o relatório do Fundo Monetário Internacional.

Os Estados Unidos vão ser os campeões do défice orçamental em 2021. O Fundo Monetário Internacional (FMI) avança esta terça-feira com uma previsão de 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano, o nível de défice mais alto do mundo.

Seguem-se o Reino Unido (11,7%), a Índia (11,3%) e a Itália (11,1%), o campeão dos défices na zona euro, segundo a atualização de previsões macroeconómicas feitas pelo Fundo em relação às avançadas em abril no World Economic Outlook (WEO).

O nível médio de défice mais elevado, de 9,9% do PIB, encontra-se no grupo das economias desenvolvidas, onde se encontram três dos quatro países com défices mais elevados em 2021. No grupo do G20, das vinte principais economias do mundo, o défice médio é de 9,7%. À escala mundial, o défice médio vai situar-se este ano em 8,8%.

Para a zona euro, o FMI avança com a previsão de um défice de 7,9% do PIB em 2021, destacando-se a Itália na casa dos dois dígitos, como já foi referido, e ainda França (9,3%), Espanha (8,6%) e Alemanha (7,2%).

Para Portugal não foram avançadas previsões nesta atualização intercalar do WEO. Nas previsões publicadas em abril, o FMI apontava para um défice do orçamento português este ano de 5% do PIB, acima da previsão do governo, que se situa oficialmente em 4,5%. Mesmo assim muito abaixo do défice médio da zona euro.

Japão lidera no endividamento público

O quadro do endividamento público nas grandes economias continua a ter três países nas posições cimeiras: o Japão com 256,5% do PIB, a Itália com 157,8%, e os EUA com 134,5%.

Segundo as novas previsões do Fundo, a dívida da zona euro deverá, este ano, ultrapassar a barreira dos 100% do PIB, quarenta pontos percentuais acima do limite definido pelo Tratado de Maastricht, que, entretanto, foi suspenso de 2020 a 2022, devido à pandemia da covid-19.

Acima do limiar de 100%, nas grandes economias do euro, estão Itália, como já referido, Espanha (120,1%) e França (117,2%). A previsão para Portugal só será avançada em outubro. Em abril, o Fundo apontava para um nível de endividamento português em 2021 de 131% do PIB, acima da previsão governamental de 128%.

O nível de endividamento público mundial aproxima-se este ano dos 100% do PIB; a previsão do Fundo aponta para 98,8%. As economias desenvolvidas são as que maior pressão exercem sobre esse nível de endividamento, com uma média de 122,5% do PIB.

As economias emergentes registarão um nível médio de 65,1% do PIB, com um grupo de economias a situar-se próximo da linha vermelha para os emergentes: Brasil (91,8%), Índia (90,1%), África do Sul (77,5%), Turquia (73,5%) e China (70,3%), neste caso, a segunda economia nacional do mundo e a maior dos emergentes.