Economia

Economia portuguesa cresce acima da média europeia no segundo trimestre do ano

Michaela Begsteiger

O Produto Interno Bruto aumentou 15,5% entre abril e junho em relação ao mesmo período do ano passado, indica a estimativa rápida do Eurostat. É um recorde do Portugal democrático e compara com incrementos de 13,6% na zona euro e 13,2% no conjunto da União Europeia. Contudo, a economia portuguesa tinha caído mais do que a média europeia tanto no segundo trimestre do ano passado, como nos primeiros três meses deste ano

O Eurostat confirmou a forte recuperação da economia portuguesa no segundo trimestre deste ano. Na estimativa rápida publicada esta terça-feira, repete os valores avançados há duas semanas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Ou seja, um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 15,5% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Em termos homólogos, é o crescimento mais expressivo da economia portuguesa desde, pelo menos, 1978.

Quanto à variação em relação aos primeiros três meses deste ano, o Eurostat também repete o valor avançado pelo INE no final de julho. Ou seja, um aumento de 4,9%.

São valores que comparam favoravelmente com a média europeia, significando que a economia portuguesa voltou a convergir com os parceiros europeus. Isto depois de ter sofrido uma queda bem mais marcada do que a média tanto no segundo trimestre do ano passado, como resultado do primeiro confinamento para travar a pandemia de covid-19, como nos primeiros três meses de 2021, como resultado do segundo confinamento geral por causa da terceira vaga da pandemia.

No segundo trimestre deste ano, a zona euro cresceu 13,6% em termos homólogos, valor que ficou pelos 13,2% no conjunto da União Europeia (UE). Já em cadeia, as variações foram de 2% e de 1,9%, respetivamente.

Nos primeiros três meses desta ano, a economia portuguesa tinha caído 5,3% em termos homólogos, o que compara com recuos de 1,3% tanto na zona euro, como no conjunto da UE.

Quanto ao segundo trimestre do ano passado, o PIB português sofreu um trambolhão inédito de 16,4%. As quedas na zona euro e na UE também foram históricas, mas, ainda assim, um pouco menos marcadas, com recuos de 14,6% e de 13,8%, respetivamente.

Os detalhes sobre a evolução da economia portuguesa no segundo trimestre ainda não são conhecidos. O INE só divulgará esses dados no final de agosto.

Contudo, quando há duas semanas avançou a estimativa rápida, a autoridade estatística nacional destacava que a variação homóloga do PIB "é influenciada por um efeito base, uma vez que as restrições sobre a atividade económica em consequência da pandemia se fizeram sentir de forma mais intensa nos primeiros dois meses do segundo trimestre de 2020, conduzindo então a uma contração sem precedente da atividade económica". Recorde-se que nessa altura o PIB caiu 16,4% em termos homólogos e 14% em cadeia.

O INE apontava ainda que "o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB acentuou-se". Uma evolução que deverá ter sido impulsionada pela reabertura do país, após o segundo confinamento geral entre meados de janeiro e meados de março, para travar a pandemia de covid-19.

Ao mesmo tempo, "o contributo da procura externa líquida foi menos negativo no 2º trimestre, traduzindo sobretudo o aumento mais significativo das Exportações de Bens", indicava o INE.

A propósito da vertente externa, o INE destacava na altura que no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos, se registou uma perda nos termos de troca, "tendo o comportamento do deflator das importações sido influenciado, em larga medida, pelo crescimento pronunciado dos preços dos produtos energéticos".

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