Economia

Três antigos funcionários da Netflix processados por abuso de informação privilegiada

O facto de saberem de antemão o número de subscritores da plataforma de streaming fez com que conseguissem realizar mais-valias significativas

Três engenheiros antigos funcionários da Netflix foram processados pelo supervisor norte-americano dos mercados de valores mobiliários, a SEC, por terem lucrado mais de 3 milhões de dólares (2,7 milhões de euros ao câmbio atual) por insider trading (abuso de informação privilegiada), noticia na edição desta quinta-feira o Financial Times.

O facto de saberem de antemão o número de subscritores da plataforma de streaming - o número que analistas e investidores mais acompanham na análise das empresas do setor - fez com que conseguissem realizar mais-valias significativas antecipando as flutuações no preço das ações após a apresentação dos resultados aos mercados.

Segundo o jornal, Sung Mo Jun, engenheiro da Netflix em 2016 e 2017, passou informação ao irmão e a amigos deste, que aproveitaram a informação para negociar antes do anúncio aos mercados. Outro engenheiro, Ayden Lee, foi quem passou informação da empresa, a Mo Jun, segundo a SEC, depois da saída deste último, em 2017. Mo Jun continuou a negociar com ações da Netflix entre 2017 e 2019.

Já o irmão de Mo Jun recebeu o número de subscritores da Netflix de um terceiro engenheiro, Jae Hyeon Bae. A Netflix é das poucas empresas que divulgam os resultados internamente aos seus funcionários antes de anunciá-los ao mercado.