Economia

Empreitadas da habitação financiadas pelo PRR podem derrapar devido ao aumento dos custos de construção

Governo admite poder vir a fazer aditamentos caso os preços definidos nos acordos celebrados entre o Instituto de Habitação e as câmaras municipais estejam ultrapassados.

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As empreitadas da habitação a ser financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência correm o risco de derrapar por causa do aumento dos custos de construção.

Os custos de construção têm vindo a aumentar de forma "galopante" e ultrapassam já os valores de referência que foram usados nas estimativas de custos.

A notícia avançada pelo Jornal Público refere que o Ministério das Infraestruturas e da Habitação admite fazer aditamentos aos acordos de financiamento já assinados com as câmaras municipais no âmbito do Programa Primeiro Direito, que tem por objetivo criar soluções de habitação dignas para pessoas que vivem em casas sem condições.

Através do Plano de Recuperação e Resiliência estão previstos até 1.211 milhões de euros a fundo perdido para ajudar a resolver os problemas habitacionais de 26 mil famílias.

Neste momento há 89 acordos de financiamento aprovados. À SIC, fonte do Ministério da Habitação refere que estão a trabalhar no sentido de prevenir quaisquer constrangimentos mas que se for necessário existirá margem para fazer ajustar valores.

O Instituto Nacional de Estatística estima que os custos de construção de habitação nova tenham aumentado 6,5% em um ano, mas os arquitetos dizem que este número não reflete a realidade do mercado.

As autarquias estão a deparar-se com dificuldade em encontrar empresas disponíveis para fazer orçamentos para projetos de obra. Já as empresas queixam-se nas constantes alterações nos preços dos materiais de construção e na dificuldade em encontrar mão-de-obra.