Economia

Contrabando de um Picasso: ex-banqueiro paga multa de €91,7 milhões para evitar prisão

Quando Jaime Botín foi condenado, o valor da multa ficou estabelecido em 52,4 milhões de euros, acrescida de 18 meses de prisão. O ex-banqueiro pagou quase mais 40 milhões de euros para evitar a prisão

Jaime Botín, ex-presidente do Bankinter, pagou 91,7 milhões de euros, bem acima do valor a que foi condenado, pelo contrabando de um quadro de Picasso, para evitar ir para a prisão, avança o "Expansión".

Em janeiro deste ano, quando foi condenado, o valor da multa ficou estabelecido em 52,4 milhões de euros, acrescida ainda de 18 meses de prisão efetiva.

Entretanto, o ex-banqueiro pagou quase mais 40 milhões de euros de multa do que era previsto na esperança de que isso o ajude a evitar que vá para a prisão. O pagamento da multa já foi feito há alguns meses, diz o Expansión, que adianta que a decisão judicial estará por semanas.

Jaime Botín foi condenado por levar para fora de Espanha, com a intenção de vender, a obra original de Pablo Picasso "Cabeça de uma Jovem Mulher", pintada em 1906. A pintura pertence agora ao Estado espanhol.

O quadro, avaliado em 24 milhões de euros, era propriedade do ex-banqueiro, mas em dezembro de 2012 o Ministério da Cultura recusou a exportação da obra.

As autoridades corsas disseram que tinham sido alertadas sobre uma tentativa de contrabando, a partir de Espanha. Encontraram o barco, onde além do quadro estava também um documento em espanhol a confirmar que a obra era de "interesse cultural" e tinha sido proibida de sair sem autorização de Espanha, a terra natal de Picasso.

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