Economia

Crescimento da economia portuguesa abrandou em meados de setembro

Depois de ter acelerado na primeira metade de setembro, o crescimento da atividade económica em Portugal acabou por perder dinamismo, sinaliza o indicador diário de atividade económica do Banco de Portugal

A economia portuguesa abrandou em meados de setembro e, apesar de continuar a crescer face ao ano passado, o ritmo de expansão está, agora, num patamar modesto, pouco acima dos 2%. É isso que sinaliza o indicador diário de atividade económica (DEI), publicado pelo Banco de Portugal (BdP), cujos dados foram atualizados esta quinta-feira, lançando alguma preocupação numa altura em que as moratórias de crédito estão à beira de terminar.

Segundo a nota do BdP, publicada na sua página na internet, na semana terminada a 19 de setembro, o DEI - um indicador compósito que procura traçar, quase em tempo real, um retrato da evolução da atividade económica no país - "evoluiu em linha com as semanas anteriores".

Ainda assim, uma análise aos números relativos a essa semana - que abrange o período entre 13 e 19 de setembro -, indica um crescimento homólogo da atividade económica em Portugal de 2,1%. Isto quando a mesma média móvel referente à semana terminada a 12 de setembro sinalizava um incremento de 4,1% em termos homólogos. Um valor que tinha ficado pelos 3% na semana terminada a 5 de setembro.

Quanto à taxa bienal do DEI, que indica o crescimento acumulado neste indicador nos últimos dois anos, ou seja, entre 2019 e 2021, voltou a terreno ligeiramente negativo na semana terminada a 19 de setembro (-0,8%). Isto significa que a economia portuguesa terá operado nessa semana ligeiramente abaixo do mesmo período de 2019, ou seja, do patamar pré-crise. Na semana anterior este valor tinha sido positivo, nos 0,6%.

O DEI sumaria um conjunto de informação de natureza quantitativa e frequência diária, como o tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, o consumo de eletricidade e de gás natural, a carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e as compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes. Por isso, permite traçar, quase em tempo real, um quadro da evolução da atividade económica no país.

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